In: Atualidade
23 jan 2012Calor e volta ao trabalho não combinam, mas…Depois das férias chuvosas e resfriadas, cá estamos para mais um ano de luta. E até que observando aqui e ali, há algumas coisas boas para registrar ou que, pelo menos, inspiram esperanças. Já outras novidades merecem uma pequena nota de desagravo, para não perder o costume.
A começar pelo novo mega-supermercado BIG (Walmart) inaugurado recentemente. Grande, de fato. Bonito, nem tanto. Custaria muito mais caro fazer um piso decente (ao invés de cimento crú) e colocar forro? Parece um depósito industrial e não um local de comércio varejista. Devem ter achado que o pessoal de Brusque é classe D. Ok, pelo menos as obras de acesso ao estabelecimento ficaram bem feitas. E há de se registrar a carência e a curiosidade da comunidade. Eita povaréu se aglomerando. Como bem disse um colunista aqui da cidade, até quem já se pensava morto há tempos apareceu no BIG nesses primeiros dias de 2012.
E falando em acessos e ruas, a cidade está ficando uma beleza com esse tal de tapete preto. Obras bem feitas, com sinalização, tudo como deve ser feito. Há muito que a cidade precisava disso, e agora o tempo está colaborando. Poderia até ter saído antes, não fosse o complô da politicalha local que trabalha contra a cidade e a favor deles próprios. Agora já posso ir de casa ao trabalho (e olha que é bem longe) em boas estradas. No entanto, ainda há muito o que se fazer, e vou até registrar minhas solicitações: não esqueçam a rua do axé-music (Rua Azambuja), e a rua do Rainha (Rua Padre Antônio Eising).
No que diz respeito ao otimismo que todo início de ano inspira, o homem mais rico do Brasil e atual best seller com o livro O X da Questão , o sr. Eike Batista (pronuncía-se Áike Batista) deu uma entrevista à jornalista Sônia Bridi, passando sua receita de sucesso. Chamou a atenção alguns pontos:
1- Aos empresários, que façam distribuição dos lucros e assim verão seus negócios prosperarem ao possibilitarem aos funcionários metas e as respectivas conquistas. Nenhuma novidade, não é mesmo? Mas vindo do bilionário Eike, vai que inspire.
2- Ao governo: regularize e fiscalize, deixando para a iniciativa privada gerenciar aeroportos, portos, usinas, e tudo o mais que o país tem demanda em infra-estrutura. Mas não deixe todo o poder com os empresários, pois a ganância poderá ser nefasta também. Palavras do próprio.
3- Até 2000, ele era conhecido apenas como o marido da Luma de Oliveira, mas já tinha 9 minas de ouro sendo exploradas. Bem, nessa parte da conversa foi revelado o lado mítico de empreendedor e batalhador. Mas ele não disse que seu pai, durante décadas, foi presidente da Vale do Rio Doce e era conhecedor do mapa completo dos tesouros enterrados em solo brasileiro. Digamos que é bem mais fácil cavar ouro onde já se sabe que tem, não é?
4- No geral, a percepção é a de que o grande empresário é extremamente otimista com o Brasil e que o nosso futuro como nação é glorioso para os próximos 20 anos. São palavras inspiradoras e que motivam seus pares empresários ou empreendedores latentes a também procurar “suas minas”.
E como janeiro já está em curso, estou com picaretas à postos…deixarei para mais adiante outros fatos e observações para registrar nesse humilde espaço.
Depois do marasmo das festas de fim de ano, e tossindo, finalmente um pouco de proveito nessas férias de 2012. Foi uma maratora: de Itapema à Londrina, e de Londrina à Foz do Iguaçú e adjacências (leia-se Paraguai e Argentina, para comprovar o quanto aqui no Brasil pagamos caro as coisas, e escutar o portunhol dos amigos). O melhor do passeio é a viagem em si. Atravessar o Paraná de norte a leste é um espetáculo, pelo menos para mim, acostumado a ver morros e barrancos.
E como é bom viajar durante o dia, vendo a paisagem, sem compromisso com horários! Observa-se como a agricultura brasileira é vasta e rica. E como a soma de gente trabalhadora com tecnologia podem transformar lugares ermos em cidades bonitas e prósperas. Gostei de tudo, enfim, havendo alguns poréns que vale a pena ressaltar, já que aqui, além de colocar minhas boas impressões, costumo citar alguns pontos dissonantes.
O passeio para ver as cataratas, por exemplo, é lindo, mas também é uma exploração. Nota-se uma displicência com o turista, além de ser bem caro fazer um translado de ônibus (obrigatório), para ir da portaria do parque até o local das quedas d`água. O maior saco é que não tem hora para voltar, o que compromete seu tempo se houver outras atividades na viagem.
Outro ponto que pega pesado são os sucessivos pedágios, que encarecem bastante a viagem. Gasta-se quase o mesmo tanto que o combustível. Porém, com uma excelente qualidade nas estradas e nos serviços de apoio aos viajantes. A constatação básica é: pagamos tantos impostos para o Estado, que não faz a sua parte, e que entrega para a iniciativa privada fazer e cobrar. Como brasileiros, temos sempre que pagar tudo em dobro e bem caro.
Ahhh…e deveria haver um ar-condicionado central para Foz do Iguaçú. Que lugar mais quente! Quarenta graus na sombra!
Agora é contagem regressiva para pegar no batente. Que o ano novo seja de prosperidade para quem trabalhar bastante. De saúde para todos. De alegrias para quem cultivar a amizade. E de paz para quem não encher a paciência alheia. Amém.
In: Santa Catarina
26 dez 2011A região de Itajaí-Navegantes-BalneárioCamboriú foi apontada como uma das dez mais promissoras micro-regiões brasileiras em crescimento econômico para os próximo anos, segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte, feita para a revista Exame agora em dezembro. Nenhuma novidade excepcional para quem vive aqui na região, pois o desenvolvimento recente nesse espaço é bem visível. Mas é importante ressaltar que foi a mão da iniciativa privada, claro, que deu esse empuxo.
Desde que as operações do porto de Itajaí foram em parte passadas para empresas de logística, o movimento triplicou, atraindo mais investimentos e empresas, até culminar com a expansão da rede portuária do outro lado do rio Itajaí-Açú, em Navegantes. O setor de logística portuária emprega 12.000 pessoas e movimentou 650 mil contêineres esse ano. O PIB das cidades citadas está em R$ 11.8 Bi e deverá ultrapassar o de Joinville até 2015. Das exportações brasileiras de frango, 33% são despachadas pelo complexo portuário da região. É literalmente o “porto de galinhas” do Sul.
A pujança econômica se reflete principalmente em Balneário Camboriú, onde a reportagem cita com destaque que, dos 15 maiores edifícios em construção atualmente no Brasil, seis estão na cidade, que ostenta a posição de segunda cidade mais verticalizada do país, atrás apenas de Santos. Na Praia Brava, em Itajaí, já deram licenças para construir cerca de 100 edifícios. Nem tudo são flores, porém. Há muitos problemas para encarar advindos do crescimento que o Estado não dá conta de administrar. Como sempre, o que compete a iniciativa pública vem em conta-gotas, isso quando vem.
Enquanto isso, aqui na Terra dos Marrecos (Brusque, pra quem não conhece), mais um empresa têxtil centenária foi à lona. Ainda bem que estamos perto de onde tem surgido novas oportunidades de crescimento.
In: Atualidade
24 dez 2011Aproveitemos das pequenas alegrias do cotidiano e esqueçamos o futuro. Vale o presente. Só nele se é feliz.
Bom Natal!
In: Santa Catarina
20 dez 2011A abertura do verão 2012 foi em alto estilo visual e sensorial…Para quem não conhece ainda, fica a dica: Praia da Tainha, Bombinhas – SC. As fotos dão uma pequena amostra do que se encontra nesse lugarzinho fantástico. Para chegar lá, no entanto, requer um pouco de esforço. Estrada de terra, íngreme. Bom é ir em tempo de dias consecutivos de sol. Mas antes mesmo de chegar na praia, o caminho já vale o empenho. E chegando lá, então, é só curtir.
Seja um bom turista e colabore com a natureza, recolha e leve embora seu lixo.
Baixei essa para dar uma idéia mais exata do local.
In: Ensaios
9 dez 2011É chegada a época da TPN – Tensão Pré Natal. Aquela correria louca, todos às compras e aos afazeres extras que o período de festas e férias exige. No trabalho, o simples fato de haver uma data-limite para as coisas acontecerem já torna a atmosfera mais enervante.
A cada ano isso parece ficar pior. Para quinze ou vinte dias de descanso, antes é preciso atravessar esse labirinto cansativo e estressante. Desviar do mau humor, passando direto pela falta de educação, até topar com alguns gestos de boa vontade e solidariedade que, aqui e ali, as pessoas do bem ainda cultivam.
E será que é preciso tanta agitação? É uma troca justa? Três semanas de irritação para três semanas de relaxamento. Tenho minhas dúvidas. Aprecio mais a constância, com algumas quebras de rotina, claro.
Principalmente, acho que o ideal seria curtir esse período com mais harmonia e simpatia, do que com compras, trânsito e estresse. Devo estar em fora de sintonia pensando assim. Afinal, se todos comprarem menos, irão dizer: é a crise! Que enrascada é viver nesse mundo capitalista.
Há algum remédio para a TPN?
In: Brasil
5 dez 2011Em pleno domingo à tarde, decisão do campeonato nacional de futebol, a imprensa toda dando destaque ao evento e…o ministro do trabalho ¨pede demissão¨. Muito apropriadamente, ele escolheu a melhor data e horário, saindo à francesa, rumo às delícias da impunidade do país tropical.
Mais um que se vai, e nada acontecerá. Gozará seu merecido descanso, depois da imprensa o ter ¨linchado em público¨. O Poder Judiciário acobertará tudo como sempre, e os milhões roubados serão bem utilizados em iates, mansões, helicópteros e uma vida de prazeres e facilidades. Tudo proporcionado, como disse um comentarista do jornal da Jovem Pan nessa manhã, pelo governo que mais apresentou casos de corrupção da história dessa república.
Nada disso, entretanto, tem relevãncia. O mais importante é que o Corinthians é campeão, o Flamengo tem sua vaga na Taça Libertadores garantida e todos os demais brasileiros não precisam mais se preocupar. Muito menos o ex-ministro do trabalho, que ficou sem trabalho.
Ps.: O coitado nem poderá sacar o FGTS, já que foi ele que pediu demissão.
In: Cidade
26 nov 2011Enquanto alguns blogueiros e colunistas de Brusque contam suas andanças na Europa, ou Nova York e os musicais mais recentes da Broadway , eu vou calçar as sandálias da humildade e vos contar uma experiência sócio-econômica que afetou nas últimas semanas toda a população que tem PIS na cidade. Ontem foi o dia V. Todos os Valter, Valdir, Valmor, Valmir, Vitor, Vilmar…Valdirenes, Vanderléias, Vanusas, Valquírias, Valmiras estavam lá, agrupados em filas, ordenados por senhas e com seus documentos para sacar o FGTS, essa grande benevolência do nosso querido governo.
A última vez que estive em uma arquibancada com uma “torcida” organizada pela letra inicial do nome foi em 1993. Inspeção Militar, um outro mico que não carece contar agora. Voltando ao evento recente: as duas horas que demorou toda a procissão foram interessantes, como se fosse um reality show de sociologia. Por exemplo: bem próximas a mim, duas mulheres que não se viam há quinze anos se encontraram justamente ontem e puderam compartilhar suas vidas e experiências. Relembrar o período de adolescência e, quem sabe, secretamente até comparar suas trajetórias até aquele momento (tipo…nossa! como ela engordou!).
Eu não vi ninguém conhecido e nem precisava. Já tinha companhia para ficar matraqueando durante o evento. Matraquear e “cornetear” aqueles que, marotamente, com toda a brasilidade à flor da pele, apareciam e furavam a fila. Teve de tudo um pouco: aquela mãe que carregava no colo um marmanjo, a jovem grávida e muito bem disposta, que mais parecia um cheque devolvido, de tanta tatuagem que tinha. A senhora de meia idade, bem produzida e com um atestado na mão (depois, de certo, iria para uma tarde dançante da terceira idade), o cara de muleta, andando até bem rápido. Todos chegando apressadamente, e saindo mais depressa ainda. Enfim, exercendo o seu sagrado direito de furar a fila.
Num primeiro momento, a agitação do ambiente se deu por conta de um funcionário que, aos gritos e batendo palmas, dava ordens ao povo como se estivesse na Sapucaí puxando uma ala de escola de samba. Ridículo. Tipinho típico que conseguiu um servicinho público “pistolado”. Também ouvi algumas historinhas interessantes. Como um fulano, que já no final do dia anterior acampava nas escadarias do ginásio de esportes, para ser o primeiro a ser atendido na manhã seguinte. E que de fato foi. Mas trouxe a documentação errada. E teve que voltar novamente, passando mais algumas horas no vai em vém das filas. Nas palavras de uma atendente da CEF que contou o ocorrido: “Eu não tenho pena desse tipo de gente tansa. Para que ficar uma noite esperando, se em duas ou três horas pode-se resolver todos os trâmites?”. Pois então, é o desespero, pensei.
Resumindo: foi um dia diferente, com as pessoas saindo felizes, fazendo seus planos…Os lojistas e, principalmente as revendedoras de carro da cidade, devem estar com um sorriso de orelha a orelha. Se tínhamos 70 mil carros em Brusque, agora vai para 100 mil rapidinho. Bom seria se houvesse um “FGTS” para fazer mais estradas e tampar mais buracos. E uma citação macabra para finalizar: Agora é esperar pela próxima enchente. Tomara, claro, que demore bem mais. Chega!
In: Viagem
17 nov 2011Zanzando pelos arredores de Londrina, nesse último feriadão, foi possível ver uns cenários bem legais e tranquilos, e de nomes curiosos. Como esse abaixo, na localidade de Bratislava. A igrejinha, toda em madeira, foi construída em 1953, e dedicada à São João Batista. Para quem só observa pirambeiras em Brusque, ver a linha do horizonte nas vastas plantações é bastante turístico.
In: educação
15 nov 2011Não me surpreendeu muito ler no portal da revista Exame que uma das 100 piores instituições de ensino do Brasil esteja aqui em Brusque. As faculdades na região viraram fábricas de diplomas. O investimento é baixíssimo. Montar salas de aula básicas, um site para “selecionar alunos” e professores muitas vezes medíocres (academicamente e profissionalmente) são a regra. Não preciso citar o nome da faculdade, a fonte da informação já foi dada. Mas creio que o nível em toda a cidade é o mesmo.
No geral, os cursos são extensos, com disciplinas típicas para encher lingüiça, usando um termo local. Não é legal desprestigiar a nossa cidade e nossas instituições, mas a realidade bate à porta e é bom mostrar o que está deficitário. Afinal custa bem caro para os jovens daqui poderem bancar seus estudos e evoluir profissionalmente e socialmente. O ciclo vicioso se repete desde sempre: professor finge que dá aula, aluno finge que aprende, a instituição finge que controla o processo. Como dizia um amigo meu, as faculdades privadas regionais são como consórcios de diploma: paga-se mensalmente o carnê, não pode atrasar, e nem dar um lance, e ao final de 3, 4 ou 5 anos, o sujeito é contemplado com o canudo.
Poderíamos pensar assim: melhor ter isso do que não ter nada, ou ter um ensino superior fraco é menos ruim do que nenhum. É um engano. Em educação, não se pode nivelar por baixo quando se pretende uma evolução constante econômica e social. Para compensar a má notícia, temos bons exemplos também. Entre as 100 melhores instituições do Brasil, algumas estão em Santa Catarina. Em Concórdia fica a instituição melhor colocada no estado (Escola Agrotécnica Federal de Concórdia). Outros destaques catarinenses são algumas unidades do Senai: de Blumenau, Florianópolis, Jaraguá do Sul e São José. Outras duas instituições compõe o time estadual, totalizando 7% nesse ranking das 100 melhores. Muito pouco para a sexta maior economia nacional e entre os melhores indicadores sociais do país.
Para saber mais:http: //exame.abril.com.br/carreira/guia-de-faculdades/noticias/as-100-melhores-e-piores-instituicoes-de-ensino-superior-do-brasil?page=6&slug_name=as-100-melhores-e-piores-instituicoes-de-ensino-superior-do-brasil”
quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P