Publicado em: Brasil
19 fev 2012Uma matéria recente no jornal paranaense Gazeta do Povo informa que em breve, na Assembléia Legislativa em Florianópolis, serão celebrados os 20 anos do movimento “O Sul é o meu país”.A polêmica em torno do tema é grande, cheia de “achismos”, contradições e principalmente informações erradas ou carregadas de preconceitos bairristas.
E bairrismos à parte, ter razão sobre algumas questões (ou fatos consumados) é sempre algo que irrita a manada que não pensa, ou que perderia algo se algumas coisas mudassem no Brasil. Por exemplo: é fato que os estados do Sul tem bons indicadores no IDH – índice desenvolvimento humano, muito melhores do que na maior parte do Brasil. A economia é diversificada. Exportadora, agrícola e industrial. Não é auto-suficiente, mas a competência e o livre comércio fizeram de países como a Suíça ou o Japão referências em prosperidade e desenvolvimento. Então dá para chegar lá, não dependendo só do minério de ferro ou da soja.
Claro que é bom ser brasileiro, contemplar a grandiosidade do país, suas belezas e riquezas, a simpatia comum em todas as paragens, a unidade da língua portuguesa em tão vasta área. Mas o que destoa, o que nos empobrece, o que nos irrita, é saber que a maior parte do dinheiro gerado aqui nas nossas bandas segue para “Brasilha”, a ilha de concreto e ar condicionado montada no meio do Brasil, com um exército de burocratas que vive da sua própria burocracia. Que cria leis e regras, taxas e tributos, tudo para sua auto-suficiência permanente. E dane-se o resto do Brasil.
Quando se sabe que a BR 101, que margeia os 500 e poucos quilômetros do litoral catarinense, está há 20 anos (VINTE ANOS) em processo de duplicação, eu pergunto: no nosso estado não tem dinheiro suficiente para acabar essa obra? Precisamos mendigar em “Brasilha” a cada novo governo que lá se instala? Pior que precisamos, e não conseguimos. Há de se registrar também que, assim como nas bandas do norte, o que não falta aqui nos arredores é político desonesto e incompetente. É um mal generalizado. Mas pelo menos aqui o povo não fica esperando pelo Estado-provedor (Estado-sugador seria mais apropriado).Trabalhando muito, fazem a vida acontecer.
Embora ilegítimo, já que a Constituição diz ser indissolúvel a República Federativa do Brasil, um movimento que prega maior autonomia para as cidades e estados deveria existir em todo o Brasil. Os paulistas deveriam ter o seu “São Paulo é o meu país”. Minas fazer o seu. A Amazônia. Ou até mesmo “A União das Repúblicas Nordestinas”. Deve-se pregar que esse modelo sugador do Estado Brasileiro só privilegia funcionários públicos muito bem pagos dos três poderes, que se apropriam de tudo e entregam muito pouco, deixando as máfias de ratazanas politiqueiras se fartarem.
Resumindo: sou contra a separação, mas a favor de um movimento que mude esse modelo centralizador que muito nos toma e pouco nos devolve. Vide os exemplos recentes do pomposo Ministério da Intergração Nacional: a maior parte das verbas nos últimos anos foi para a Bahia e para Pernambuco, onde os ministros tinham suas bases eleitorais. E aqui, assolados por duas enchentes em menos de três anos, os recursos chegaram com muita choradeira, e olhe lá.
quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P
Alguém disse alguma coisa sobre o artigo "A polêmica do “Sul é o meu país”"
Edson
fevereiro 20th, 2012 at 5:48 am
Não sou do sul e acho isto uma babaquice eu sou contra. Os catarinas que se separem sozinhos.