Publicado em: História
4 ago 2009Revendo alguns trechos do livro Uma Breve História do Mundo, registrei alguns pontos bastante peculiares. Sintetizar em trezentas e tantas páginas os fatos e eventos ocorridos ao longo de toda a história poderia parecer uma tarefa hercúlea, e com leitura cansativa. Mas o livro discorre com fluidez esses momentos mais marcantes, captados em todos os cantos ocupados pelo homem.
No meio de tanta informação, algumas curiosidades acabaram chamando mais a atenção. É especialmente engraçado as citações sobre questões religiosas. Na parte que trata sobre a Reforma Protestante, por exemplo. Antes de apresentar o fato em si, há uma explicação curiosa do autor, sobre como a vida espiritual das pessoas vinha sendo ¨administrada¨:
¨Quando a imponente igreja de Speyer, na Alemanha, estava sendo reconstruída em 1451, pelo menos 50 sacerdotes sentavam-se tranqüilamente e, após ouvirem as confissões, davam seu perdão aos peregrinos que doassem dinheiro¨. E mais adiante: ¨o papa permitiu que vendessem indulgências pelo bem das pessoas já mortas….os ricos podiam comprar o perdão dos pecados cometidos por parentes falecidos…Aos pobres, por serem pobres, era praticamente negada tal concessão¨. As coisas não mudaram muito nos últimos 500 anos, não é mesmo?
A sucessão de eventos importantes ocorridos naquela época, dentre os quais a Reforma, praticamente moldou politicamente o mundo como o conhecemos hoje. Os descobrimentos marítimos, a imprensa, o comércio…As viagens iniciais realizadas por espanhóis e portugueses, que permitiram unir o Velho e o Novo mundo, o Ocidente e o Oriente, não tiveram paralelo nos séculos seguintes, na visão do autor. Para superá-los, somente um fato novo, como terráqueos colonizando outros planetas, ou sermos ¨descobertos¨ e colonizados por ET´s. Exagero na comparação? Talvez seja muita brasa para a sardinha dos portugueses esse comentário…
Muita fome. Eis uma constatação triste dos tempos remotos e infelizmente ainda uma assombração contemporânea. Em todos os cantos, seja na Europa, seja na China ou na África, as populações dependiam muito do sucesso de cada colheita. A aveia, um grão muito difundido, era dada aos cavalos. Praticamente era o equivalente ao diesel de hoje, pois da força animal dependia o trabalho e o transporte. E a mesma aveia também era a comida dos mais pobres.
E o Brasil varonil? Onde foi colocado nessa vasta e longínqua história da humanidade? Além de citado como escala nas viagens dos portugueses para o Oriente, e do pau-brasil que tingiu de vermelho os nobres e burgueses europeus, restou uma constatação pouco nobre: foi o último país a abolir a escravidão. Até em Cuba ocorreu antes. Se bem que, em matéria de liberdade, os cubanos não se deram muito bem. Algumas décadas depois, com os Castros…Enfim, é a roda da história, colocando hora uns por cima, hora outros por baixo.

Bestseller Internacional
Para saber mais: Uma Breve História do Mundo; Geoffrey Blainey, Editora Fundamento.
quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P