In: Cidade
23 jun 2010Para os aficcionados, eternas crianças ou saudosistas dos anos 80 (ou 70), segue uma notícia interessante e um desafio inusitado (tem gente com tempo e dinheiro para tudo):
E o desafio: http://www.voltaferrorama.com.br/
Há alguns meses, postei sobre o asunto brinquedos antigos, entre eles o Ferrorama (http://www.dubiella.com.br/cidade/secao-nostalgia/). E curiosamente, ontem assisti no cinema o Toy Story 3. Simplismente maravilhoso o desenho, a historinha, tudo. Vale a pena assistir e se desprender do mundo por uma hora e meia. Aposto que todas as ” crianças mais velhas” acabam por se recordar dos seus brinquedos. E há um ” plus a mais”: antecedendo o filme principal, exibem um curta-metragem muito interessante, que não vou contar para não estragar a surpresa. Pague 1 e leve 2! Aproveitem, pois é diversão garantida.
In: Cidade
18 jun 2010Recebi por email e não sei se a autoria confere. De qualquer forma, as ilustrações merecem ser replicadas e aqui seguem para vocês:
Autor da “Mafalda”, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, desenha estes sugestivos cartoons.
Não é isso? Faltou falar, talvez, do jeitinho corrupto brasileiro. Que não deixa de ser uma síntese de séculos e séculos de valores equivocados. Ou a falta deles.
In: Cidade
11 jun 2010Para distrair nesses dias de má sorte, lambendo as feridas (muitas, depois de dois tombos seguidos, mas sem entrar em detalhes, please), nada melhor do que pelo menos ver bons filmes. Ainda não sei por qual causa ou circunstância colocam alguns nomes nada-a-ver em certos filmes. Poderiam perfeitamente ter mantido o nome original Valentine´s Day, pois todos entenderiam, mas batizaram-no de IDAS E VINDAS DO AMOR. Muito açúcar faz mal,mas de qualquer maneira, o elenco multi-estelar e o enredo garantem um bom entretenimento para essas horas frias. E é uma boa pedida para a aproximação do Valentine´s Day dos trópicos (o equivalente ao Santo Antônio deles).
E acabei de ver INVICTUS. Um dos melhores filmes que vi esse ano, com certeza. Morgan Freeman e Matt Damon estrelando, com o grande Clint Westwood comandando a saga de Mandela – já como presidente eleito – e da seleção nacional sul-africana de rugby. Mas sem as irritantes vuvuzelas. Nesses tempos de Copa do Mundo na África do Sul, vale a pena ver o que um grande líder e o esporte podem fazer para unir um povo. Talvez seja um pouco utópico demais. Mas acho que se iludir um pouco e acreditar na força do bem afasta o pessimismo que nos rodeia. É para descontrair, renovar a esperança no bicho-homem e inspirar-se para fazer da vida algo mais vibrante.
E feliz Valentine´s Day. Fui…
In: Cidade
9 jun 2010Nas casas, lojas, carros… O verde e amarelo aparece e acontece. Pena que, ao contrário de países como os E.U.A, por exemplo, tão logo a Copa acaba, volta tudo ao normal. O patriotismo vai pelo ralo. E nas eleições logo a seguir, votam em qualquer picareta que aparece. Também não se importam em ser extorquidos com uma carga tributária da Suécia e conviver – mal – com os serviços públicos da Nigéria. Povo nas ruas reclamando? Claro que não. Tá bom assim.
Nada contra a Copa, porém. Faz parte da cultura nacional reverenciar os grandes nomes, as grandes partidas, os lances memoráveis. Mas precisa esse exagero da imprensa? Hoje, no Jornal Nacional: “ aqui a seleção vai desembarcar…aqui a seleção vai seguir pro vestiário…aqui estão os chuveiros do vestiário…” . Pensei: não vão mostrar as privadas? E os bastidores disso e daquilo. E as histórias tristes da vida pregressa dos jogadores! Até parece que os demais brasileiros vivem num mar de rosas. Desculpem os fanáticos por futebol, mas é muita idolatria na minha humilde opinião.
Outra coisa que eu desconfio é essa unanimidade de todos os entrevistados estrangeiros da Globo torcerem pelo Brasil! Cortesia tem limites! E falando em estrangeiro, pero no mucho, até recebi provocações de clientes argentinos. Ficaram quietos por quatro anos. Chegada a Copa, se metem a falar gracinhas… “ Mandem as mercadorias antes de 11 de julho! Queremos que elas se sintam campeãs também!”. Ah, me poupe!
Agora é esperar e ver o quanto dura a fase ufanista. Cai na primeira? Oitavas, quartas de final? Engolir a França já virou tradição. Quais serão as teorias conspiratórias para as derrotas? E se ganhar? Façam suas apostas. Como as coisas são manipuladas – na minha teoria – o Brasil não ganhará essa, para ser agraciado com o Hexa em casa, em 2014, e não ficar muito distante do seleto grupo dos demais países já campeões. Falou o Milton Neves bruxquense!
Mas não esqueçam: No país do futebol há vida, e dura, depois da Copa.
In: Cidade
4 jun 2010Recebi, li, gostei, e aqui está para vocês também:
” Perdão pela falta de jeito. Mas, às vezes, perco o jeito com as coisas.
O mundo parece vazio e eu, decididamente, não gosto de vazios.
O tempo nos atropela, a vida nos leva sem cerimônia, o trabalho nos cansa e a gente se pergunta, sem questionar:
“Por quê”.
E a resposta não chega.
O motoboy não chega.
O amor da sua vida não chega.
A gente não se basta.
A felicidade não bate à porta, não existe delivery para a sorte.
E passamos a vida tentando, querendo, sonhando, esperando, num gerúndio sem fim, sem charme e sem nenhuma certeza no final.
Ah, para tudo!
Se é pra viver, vamos viver direito.
Com conteúdo.
Com sorriso na boca.
E com mais paz no coração.
Não lhe parece fácil?
É, tenho que admitir: não é.
Mudar é dificil, o “novo” sempre provoca um certo desassossego no peito.
Mais vale se acomodar com o morno a tentar ser (e fazer) muito mais por você?
Escolha feita, vamos lá.
Chegou a hora de agir.
Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa.
O sujeito da oração é você.
A historia é sua, mãos à obra!
Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se.
Republique-se.
Reinvente-se.
E transforme-se na melhor edição feita de você.”
Palavras para animar um pouco. A chuva que cai, a preguiça que vem. E pay day chegando…
Continuando minhas pesquisas etimológicas sobre nomes comuns ou semelhantes de lugares e pessoas, achei no oráculo Google a região de BIELLA.
Sempre foi comum um ou outro me chamar pela contração Biella – além de outros nomes impublicáveis aqui, mas deixa quieto. Voltando ao termo Biella, é o nome de uma província italiana da região do Piemonte, no Norte, com quase 190 mil habitantes. Achei interessante a semelhança, porque certa vez correu uma lenda de que meus antepassados poloneses poderiam ter adaptado/mudado – por motivos religiosos , políticos ou legais, sabe-se lá – o sobrenome original na passagem deles pela Itália, antes de migrarem para o Sul.
De qualquer forma, a versão apresentada no livro ¨Brusque Polonesa¨ (veja post www.dubiella.com.br/cidade/brusque-polonesa ) tem mais lastro e embasamento histórico. O web site da região de Biella:
www.provincia.biella.it.
Da cepa italiana, para compor o DNA, vieram os Vigatti, Dada, Sophiatti e sabe-se lá mais quantos, mas isso já é outra história.
Arrivederci…
In: Cidade
24 mai 2010Na lista das maiores ilhas do mundo, aparecia ILHABELA, no litoral paulista, em sétimo lugar. Hunf…Trezentos e cinquenta mil km quadrados, maior até mesmo que o próprio estado de São Paulo. Deve ter sido um ilhabelense ufanista que postou a informação. Está lá: a Groenlândia é a maior ilha do mundo e serve de parâmetro para determinar que tudo o que for maior que ela, é continente – a Austrália, por exemplo. E tudo o que for menor é ilha – Madagascar é a quarta maior ilha, e tem 587.000 km quadrados. Nossa! Quase duas vezes Ilhabela!. Idem para Cuba, Floripa, Ilha das Cabras, etc etc etc.
E hoje esbarrei com outro “verbete” curioso. O selo mais raro do mundo foi feito na Guiana . O mais interessante é que por conta de uma crise econômica, o serviço postal da Guiana precisou “piratear” selos, para manter o funcionamento dos correios naquelas bandas, na segunda metade do século XIX . A história toda pode ser vista no link a seguir:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Selo_da_Guiana_de_1_Cent.
Por essas coisas do destino, um único exemplar remanescente daquela época tornou-o o mais raro selo, valorizadíssimo no mundo da filatelia. Consta no verbete o valor de U$ 935.000,00. É um daqueles absurdos sem explicação, o de alguém valorizar tanto um pedacinho de papel. Bem feioso aliás. Detalhe: o selo, ao ser criado, tinha o valor impresso de 1 cent. Quanta ironia.
Pois bem. Me ocorreu então que em 1994 adquiri uns selos “ especiais”. Um alusivo ao tetra campeonato de futebol conquistado nos States. E os outros em homenagem ao Ayrton Senna, falecido naquele ano. Passados 16 anos, não sei o quanto valem. Geralmente, na mão da gente, muito pouco. E ao trocar de mãos, vai se multiplicando exponencialmenteo valor. Por via das dúvidas, os meus ficarão comigo por algum tempo. Quem sabe um dia, terei meu milhão com eles.
In: Cidade
13 mai 2010Recentemente, num desses momentos para “parar, pensar, pedir, agradecer” , voltei a rever o interior da Igreja Matriz de Brusque. A contemplação do belo local é inevitável. Há 48 anos, inspira admiração aos moradores e aos que chegam de fora. E não pude deixar de notar, logo na entrada, dois banners com um belo trabalho exposto sobre a história da construção, elaborado por Ricardo Laube Moritz.
Algumas coisas que eu não sabia sobre aquele período ou que eram apenas vagas curiosidades estão lá explicadas. Resolvi, então, replicar algumas informações e mostrar alguns ângulos e detalhes. Afinal, independente da religiosidade que cada um traz consigo, é universal admirar o belo, seja ele natural ou construído pelo homem.
O arquiteto que projetou era alemão. Gottfried Böhm, nascido em 1920 na cidade de Offenbach, serviu no exército alemão entre 1938 e 1942, e estudou arquitetura entre 1942 e 1946, em Munique. Trabalhou em Nova York na década de 50 e esteve viajando pelo Vale do Itajaí entre 1952 e 1955. Além da Matriz de Brusque, projetou no mesmo período a Catedral de Blumenau (sempre achei as linhas de ambas as igrejas parecidas, confirmadas agora pela leitura desse trabalho). Vale ressaltar que, embora o desenho seja alemão, coube aos carpinteiros locais os méritos de materializar e “ dar vida” à imponente obra.
Interessante notar que antes do projeto de Gottfried Böhm, outro arquiteto alemão, Simão Gramlich, apresentou uma proposta, de linhas mais clássicas para igrejas (como a Matriz de Gaspar e o Santuário de Azambuja). A comissão instituída para analisar e aprovar os projetos, presidida por Guilherme Renaux,recusou-se, porém, a seguir essa linha.
Em 1954 demoliram a antiga matriz e deram início à terraplanagem do local, removendo inclusive o cemitério que existia nos fundos da igreja. A construção deveria ser concluída em 1960, para culminar com a celebração do primeito centenário de Brusque, mas somente em 1962 a nova Matriz São Luiz Gonzaga viria a ser inaugurada. Tornou-se um marco na cidade, notabilizando-se no “skyline” da city.
In: cinema
10 mai 2010Assistimos nesse finde o “oscarizado” Guerra ao Terror e…E não sei o porque do filme ter merecido o prêmio top do cinema mundial. Um repeteco de cenas longas, onde o expectador pode levantar-se, ir ao banheiro, ir na cozinha tomar um café, fazer um lanche e voltar, sem que se tenha a sensação de ter perdido algo. Algumas tomadas foram feitas num breu total. Demorados segundos se passam sem que se veja nada, a não ser um ou outro ponto de luz surgindo até clarear a cena. Isso qualquer um faz num quarto escuro com uma lanterna!
De qualquer forma, serviu para ver mais uma vez a grande encrenca na qual os americanos se meteram, já tem quase dez anos, e que o Jornal Nacional mostra de vez em quando, na ocorrência dos infinitos atentados terroristas. A forma mais bárbara e tosca possível da “auto-afirmação” dos nativos – matando mais dos seus do que os invasores – para infernizar a estadia das tropas yankes.
Focando no filme, acho que o pessoal de OLIÚDE que elegeu os filmes, efeitos e elencos desse ano, estavam com uma tremenda má vontade em relação ao James Cameron. Ele já havia faturado seu bilhão, mais uma vez, e a turma invejosa decidiu votar no filme da ex. E como se diz no popular: uma ex é para sempre.
Tudo bem que Avatar é 99% efeitos especiais, e rolou um certo preconceito nesse fato também. No entanto, outras boas histórias, mais bem contadas, poderiam ter sido melhor prestigiadas. Enfim, gosto é gosto – e mal gosto não se discute, se lamenta.
Dubinautas, saibam: se quiser assistir, não se prenda aos meus comentários. Talvez como sonífero seja uma excelente pedida.
quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P