Não me surpreendeu muito ler no portal da revista Exame que uma das 100 piores instituições de ensino do Brasil esteja aqui em Brusque. As faculdades na região viraram fábricas de diplomas. O investimento é baixíssimo. Montar salas de aula básicas, um site para “selecionar alunos” e professores muitas vezes medíocres (academicamente e profissionalmente) são a regra. Não preciso citar o nome da faculdade, a fonte da informação já foi dada. Mas creio que o nível em toda a cidade é o mesmo.

No geral, os cursos são extensos, com disciplinas típicas para encher lingüiça, usando um termo local. Não é legal desprestigiar a nossa cidade e nossas instituições, mas a realidade bate à porta e é bom mostrar o que está deficitário. Afinal custa bem caro para os jovens daqui poderem bancar seus estudos e evoluir profissionalmente e socialmente. O ciclo vicioso se repete desde sempre: professor finge que dá aula, aluno finge que aprende, a instituição finge que controla o processo. Como dizia um amigo meu, as faculdades privadas regionais são como consórcios de diploma: paga-se mensalmente o carnê, não pode atrasar, e nem dar um lance, e ao final de 3, 4 ou 5 anos, o sujeito é contemplado com o canudo.

Poderíamos pensar assim: melhor ter isso do que não ter nada, ou ter um ensino superior fraco é menos ruim do que nenhum. É um engano. Em educação, não se pode nivelar por baixo quando se pretende uma evolução constante econômica e social. Para compensar a má notícia, temos bons exemplos também. Entre as 100 melhores instituições do Brasil, algumas estão em Santa Catarina. Em Concórdia fica a instituição melhor colocada no estado (Escola Agrotécnica Federal de Concórdia). Outros destaques catarinenses são algumas unidades do Senai: de Blumenau, Florianópolis, Jaraguá do Sul e São José. Outras duas instituições compõe o time estadual, totalizando 7% nesse ranking das 100 melhores. Muito pouco para a sexta maior economia nacional e entre os melhores indicadores sociais do país.

Para saber mais:http: //exame.abril.com.br/carreira/guia-de-faculdades/noticias/as-100-melhores-e-piores-instituicoes-de-ensino-superior-do-brasil?page=6&slug_name=as-100-melhores-e-piores-instituicoes-de-ensino-superior-do-brasil”

My mind is empty

In: Brasil

7 nov 2011

Minha mente está vazia. Ultimamente ando bloqueado para escrever sobre qualquer coisa, mas vamos lá. A corrupção em Brasília é um clichê que já não apetece mais ninguém. O jogo “Qual ministro cai essa semana?” já ficou sem graça. Os buracos de Brusque? Só rezando para não chover mais e acabar logo essa infinidade de valas. A inépcia do governo estadual? Chato saber que aqui na Santa e Bela Catarina propositalmente fazem vista grossa e há conluio para não mandar para cá os recursos para a cidade se recuperar das enchentes. A política é mesmo uma coisa nojenta no Brasil. Entretanto existem lugares piores, sabem os que lêem alguma coisa.

A ONU divulgou há poucos dias o ranking do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – que mede mais ou menos o grau de bem estar geral mundo afora. E o Brasil, pasmem, avançou uma casa. Agora já somos o 84˚ país numa lista com mais de 180. Nem consegui dormi direito de tanta emoção. Pífia, para não dizer ridícula, é a nossa posição. Falta muito para chegar no nível do Chile (44°), Argentina (45˚) e Uruguai (48°), só para ficar aqui nas redondezas. Entre os BRIC’s, somos o menos ruim. Melhores que na África também. Que bom, não é? Mesmo assim, levará ainda 35 anos, aproximadamente, para que o Brasil Varonil chegue no nível onde hoje estão os norte-americanos, noruegueses, etc.

Um consolo tolo foi ler sobre os 20 anos da derrocada do comunismo na Rússia e adjacências, cujo aniversário se dará em dezembro próximo. Hoje em dia os russos já podem comprar o que quiserem, viajar, curtir baladas, etc. Só não podem votar. É uma pseudo-democracia, um jogo de cartas marcadas. É como um Maranhão com neve, só que bem maior. Apenas um homem manda, e entra no governo quem o grupinho do poder deixar (pagando muita propina, dizem). Nesse ponto, pensava eu que os russos eram mais evoluídos. Mas parece que com as décadas de comunismo, a política local atrofiou.

E falando em comunismo, outro dia recebi um comentário de um socialista me esculachando, sobre uma postagem feita há um ano (05.11.10), chamada “Ensinando o socialismo para crianças”. Burguês foi uma das palavras mais elogiosas recebidas. Claro que não publiquei a tagarelice infame do sujeito, pois não vou dar espaço aqui nesse meu pequeno reino para que puxa-sacos esquerdistas (e funcionário público, presumi) venham achincalhar. Debates são bem vindos, até sugestões. Elogios mais ainda, confesso. Agora quem quiser fazer apologia ao maravilhoso mundo socialista que faça um blog próprio. Estou certo?

Enfim, para quem não estava muito disposto a prosear, até que rendeu uns bons quatro parágrafos. Agora chega! Vamos economizar sinapses, pois não se sabe o dia de amanhã.

Bem, nem foi tão urbana assim…Mas a expedição fotográfica nesse último domingo, de pleno sol e céu azul, foi para conhecer alguns lugares que há muito tempo só via ao longe e que finalmente fui satisfazer minha curiosidade. Ao longo da rodovia Antônio Heil, cruzando o Itajaí-Mirim, fui explorar o Campeche. Lugar bonito, tranquilo, valeu a pena curtir o visual.
Fiz várias fotos de uma igreja na localidade de Laranjeiras, Itajaí, uma das mais antigas da região.

Vista que se tem a partir da igreja

Outubro amarelo

In: Fotografia

12 out 2011

Véspera de feriado, venho eu para casa mais atento à paisagem, ao invés da ocupação mental com os problemas do mundinho corporativo e das pessoinhas que nele habitam (e onde alguns acham que reinam)…E vejo belos ipês que, se não me engano, estão com a florada um pouco atrasada nesse ano. Pensei: amanhã vou fazer algumas fotos. Bem, num dia de pneus furados e almoço meio-queimado, ainda deu tempo para registrar essas imagens, que divido com vocês:

Achei interessante compartilhar nesse espaço uma reportagem vinculada na última edição da Exame que, ao meu ver, é um retrato bem acabado do atraso do Brasil, e nossa condição de eterno país do futuro.
Uma equipe de jornalistas acompanhou um navio, o Jacarandá, na linha de cabotagem entre Manaus e Itajaí, passando ainda pelos portos de Suape (PE), Vitória (ES), Santos (SP) e Paranaguá (PR). Na viagem, que dura cerca de 13 dias, ocorreu um pouco de tudo, fazendo com que 42% dos 2252 contêineres nos 6 portos visitados não fossem embarcados.

O martírio começou em Manaus, com o carregamento do navio sendo finalizado à meia-noite do dia 12.08, pois a gloriosa Receira Federal trabalha apenas até esse horário. Parte da carga, dessa forma, não pode ser embarcada. Em Pernambuco, o portêiner (guindaste que leva o contêiner do pátio ao navio) quebrou, e mais uma parte dos contêineres ficou no chão. Vitória foi a única escala da viagem onde não ocorreram problemas.

Já em Santos, foi o excesso de tráfego que prejudicou o trabalho: eram muitos os caminhões que movimentam os contêineres para o pátio de embarque, e com o congestionamento, também não foi possível trazer a tempo todos os que estavam programados para o Jacarandá. Em Paranaguá, o mau tempo deixou o porto fechado por 10 horas e novamente o navio teve que seguir viagem sem completar a carga. Por fim, na nossa vizinha Itajaí, o navio teve que esperar “apenas” 19 horas pela maré alta para poder adentrar no porto, senão encalharia devido à baixa profundidade do canal de acesso.

Como podemos ver, não é à toa que as coisas em geral são tão caras no Brasil. O frete, que é um componente determinante do preço de tudo o que se consome, poderia ser mais barato, se os navios pudessem ser bem aproveitados, com portos e serviços eficientes. Ao invés de usar melhor o transporte por cabotagem, acaba-se usando caminhões pelo dobro do preço, para se transportar a mesma quantidade de mercadorias.

Num ranking entre 142 países analisados, os serviços portuários do Brasil foram avaliados na posição 130. A viagem acima descrita evidencia as causas desse vexame. Infelizmente, o nosso progresso está mais adiante, no próximo porto.

Uma ampla pesquisa sobre os hábitos dos brasileiros em relação à práticas esportivas foi divulgada recentemente. Feita pela empresa alemã Sport+Markt, ouviram um pouco mais de 46 mil pessoas, em 180 cidades com mais de 200 mil habitantes, em todos os estados brasileiros. O resultado surpreende, negativamente: 62% dos entrevistados disseram que nunca praticaram nenhuma atividade física.

O maior público que faz algum esporte no Brasil é masculino, na faixa etária entre 16 e 24 anos, e das classes sociais mais abastadas. Cidades como Porto Alegre e Florianópolis despontam como os locais onde mais se praticam exercícios. Recife é a capital do sedentarismo, de acordo com a pesquisa. Estamos bem na comparação com as populações de outros países latino-americanos mais pobres, africanos e asiáticos. Mas ainda distante do nível praticado por norte-americanos, europeus ou japoneses.

O futebol é o esporte mais praticado, seguido das caminhadas e corridas. A presença de um ídolo esportivo ou os resultados positivos em campeonatos influencia muito o entusiasmo por uma determinada atividade. Hoje em dia o vôlei (com inúmeras conquistas internacionais) é quatro vezes mais praticado do que o basquete, que já chegou no passado a ser o segundo esporte em popularidade nas quadras brasileiras. No Rio de Janeiro, o futebol predomina. Em Brasília as caminhadas são a preferência.

Veja abaixo os esportes prediletos no Brasil:

1 – Futebol
2 – Caminhada/corrida
3 – Vôlei
4 – Musculação
5 – Natação
6 – Lutas marciais
7 – Ciclismo
8 – Basquete
9 – Handebol
10 – Skate
11 – Surfe
12 – Tênis

A prática regular de exercícios reduz o risco de:

Alzheimer em 73%
Cálculos biliares em 67%
Câncer em 37%
Diverticulite em até 30%
Glaucoma em 5%
Morte por derrame em 50%
Morte por infarto em 54%

Fonte: Revista Veja, edição 2236.

PS.: nesses últimos 5 meses estive entre os 62% de brasileiros sedentários. Mas prometo (a mim mesmo) que semana que vem eu volto a nadar.

Celular Vintage

In: Atualidade

17 set 2011

Finalmente, depois de quase 6 anos de bons serviços prestados, estou aposentando meu celular “vintage”.
A troca de celular era uma das metas de 2011 (das mais fáceis de se realizar até). Já a longevidade do meu celular se deve ao fato de eu ser meio desligado de gadgets em geral. Apesar desse modelo ser altamente resistente à quedas, confesso que o meu “celular com lanterninha” estava me deixando um pouco encabulado. Tive que ceder aos apelos da modernidade, enfim. Com o novo, espero dar e receber boas notícias – e quem não quer? E como estou fazendo um merchand gratuito para a Nokia, vai que eu vire um case sobre fidelização de cliente e ganhe uma viagem à Escandinávia…

Enchente 2011

In: Cidade

9 set 2011

Choveu, choveu, choveu…Já anunciava-se há algumas semanas que aconteceria mais uma enchente. Assim como os japoneses se acostumaram aos terremotos, temos que nos habituar com as enchentes aqui no Vale do Itajaí. O que antes ocorria em intervalos de décadas, agora acontece em poucos anos, e nesse ano, foram poucos meses entre uma cheia e outra. É a natureza desequilibrada, diriam alguns. Urbanização sem planejamento, argumentam outros. Todos estão certos, e discutir as causas é importante, mas não basta. Com todos esses eventos, as populações dessas cidades precisam criar um “know how” para previnir, minimizar e saber lidar com tais adversidades.

Depois que as águas baixaram, agora a tarde fui ver como a cidade ficou. Preferi fazer umas fotos mais “bucólicas”, digamos assim. A vista é do bairro Rio Branco, que fica à margem do Rio Itajaí Mirim, para quem não conhece. O por do sol anunciou uma trégua.

Voto Distrital

In: Brasil

8 set 2011

Esse post está em atraso. Deveria ter sido publicado ontem, coincidindo com o feriado do Dia da Independência (sic) mas por motivos técnicos-domésticos (sem internet em casa) não foi possível.

A intenção, porém, é divulgar nesse espaço a campanha do
Voto Distrital. Alguns meios de comunicação começaram a veicular os conceitos e vantagens de um novo sistema de eleição, que possivelmente dará um ânimo ao desanimado eleitor, que vê a cada dia a classe política brasileira roubar mais, trabalhar menos e postergar ao infinito o melhoramento do nível geral da vida dos cidadãos dessa joça.

Ao que me parece, os 513 deputados seriam eleitos por 513 distritos, distribuídos de acordo com a população. Dessa forma, haveria um menor número de candidatos por distrito, e poderia-se conhecer mais as figuras que pretendem representar a população de uma determinada região. Seria parecido ao que acontece hoje para uma eleição à prefeito.

Essa e outras informações podem ser vistas no site: http://www.euvotodistrital.org.br/

Nesse site é possível assinar a petição que deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional, propondo a mudança. É difícil passar, mas quanto mais gente alardear essas novas idéias e cobrar as alterações, mais chances teremos de, talvez, mudar um sistema que é deturpado e nos condena à uma pseudo-democracia de república bananeira.

Está dado o recado…

Agora é torcer para parar de chover aqui em Santa Catarina, por que a coisa tá PRETA.. Em menos de 40 dias, pela terceira vez os rios estão transbordando e as desgraças se anunciando.

Já dizia Nelson Rodrigues (acho que foi ele): ¨Toda unanimidade é burra¨.

Pois bem. Ao ler reportagens como a do link abaixo, da Veja dessa semana, um sentimento de profunda burrice domina o meu ser. Surgem toda semana fatos novos provenientes do desmando do nosso ex-mandatário, o queridinho do povo iludido. Eu sei que falar mal do Lula ou dos políticos em geral é chover no molhado. Mas é perturbador saber que as ordens de um único homem torraram bilhões de reais inutilmente. Onde já se viu entregar à trabalhadores de canavial a tarefa de montar um navio-petroleiro? Só no Brasil mesmo. Nada contra a iniciativa de fomentar uma indústria naval, em um estado do Nordeste. Mas tinha que começar logo fazendo um petroleiro? Só podia dar no que deu.

Segue a notícia: joaocandido

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