Bar Tour em Brusque

In: Cidade

20 jan 2010

Dezessete horas, terça feira, 35 graus. Toca o celular. Amigos à caminho de Brusque, vindos de um passeio à Pomerode/Blumenau. 

-         Já, já estaremos aí. 

Mas havia Gaspar no caminho. E claro que o ¨até jᨠseria um pouco mais demorado (vide post de outubro). 

Afim de esperá-los num ponto conhecido, fiquei ali no Platz, a choperia da praça central. Lendo a Veja sobre o Haiti (que tragédia, que tragédia!), logo pedi um chopp para não ¨ficar usando o espaço sem consumir¨. Meio quente, de gole em gole o tempo foi passando. Um cheiro meio estranho no lugar,  não consegui definir o que era…E  não ¨vendo¨ nada estranho, ali continuaria mais alguns instantes.  Chegada a trupe, todos à mesa. 

-         Garçom, uma rodada.

-         Não tem mais chopp, quebrou a bomba. 

Que legal. Assim foram as boas vindas aos amigos. Onde ir? Passando das 18h, onde ir em Brusque? 

-         Vamos lá naquele lugar que fomos uma vez…Zitri.

-         Beleza, vamos lá. 

Fechado. ¨Somente para eventos à noite¨.  Mas já tínhamos um plano B: Monthez, outro lugar já freqüentado. E enfim, um lugar para tomar um choppinho. Nos servimos, mas não estava muito gelado. Porém: 

-         Mais uma rodada. 

Movimentação do garçom. Anda para um lado, anda para outro. Lá vem ele com um barril. Puts,  havia acabado o chopp.  E começa o falatório: 

-         Aix, deve tá quente.

-         Se for, suspende, vamos embora.

-         Ah, mas deve ser gelado na serpentina.

-         Não sei, acho que não.

-         Garçom! Como que funciona. O povo aqui quer saber se tá quente o chopp.

-         Não, não. O que gela o chopp é a serpentina. Garanto que estará no ponto. 

Polêmicas, polêmicas. De fato, estava até melhor. 

-         Vamos comer alguma coisa…mas aonde?

-         Aqui não.

-         Onde?

-         Tem a Zehn Bier…

-         Vamos então.

Que calor! Um dos lugares mais vips da cidade merecia um sistema de ar-condicionado mais moderno. E uma cortina de ar mais silenciosa. A torre de chopp, bem como os petiscos, estavam bons. Satisfeitos, hora de pagar a conta.  Os sistemas de cartão de crédito/débito estavam inoperantes. Que bom que os garçons avisaram! Vamos lavar as louças agora, alguém sugeriu. Catamos  uns trocados daqui e dali. Liberados da pia, lá fomos nós. 

Em pouco mais de 2 horas, fizemos quase um tour completo pelos ¨points¨ brusquenses…Só faltou ir beber em algum posto de gasolina, ou tomar água benta na Gruta de Azambuja (mas os amigos não são chegados em água, só em cerveja). 

Enfim, uma grata surpresa. Venham mais vezes! Tentarei encontrar novos  ¨places¨ aqui  em Duckland ( ou Terra dos Marrecos). Tarefa Difícil. Outras  opções imperdíveis, à escolher: 

Canchas de Bocha (várias, várias)

Tropical Lanches

Cako Lanches

Cervi Lanches

Cachorrões na Av. Cônsul Carlos Renaux (vários, vários)

Cachaçaria Água Doce

Bar do Flamengo

Pizzarias: Portal, Italianinha, La Fornalha, Fontana…várias, várias….

Alguém aí, me dê uma mão. Faça uma indicação decente! (Mesmo sabendo que para beber entre amigos, praticamente qualquer lugar serve).

Aos citados nesse post, com publicidade ¨de grátis¨, vale uma cortesia oportunamente? Hein, hein?

Nota: Nas férias estive em Floripa. Primeira sexta feira do ano (excluindo o Reveillon). Chuva, muita chuva. Por ser a capital, uma das cidades mais visitadas do país, e estando na alta temporada, etc, mesmo com chuva imaginei bares lotados e receptivos. Talvez os da Lagoa, onde não fomos. Nos do centro da cidade, bateram a porta no nariz. Uma hora da manhã! Ficar zanzando para encontrar algo aberto. O que salvou foi o ¨Frango com Fritas¨, já na Trindade. E mesmo assim, fechamos o bar. Quase enxotados.  Atendimento Catarina  tipo ¨padrão-capital¨.

Utilidade Pública 1

In: Cidade

14 jan 2010

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas)  criou, e o INMETRO, esse órgão que supostamente está aí para salvar os brasileiros deles mesmos, aprovou e certificou, um novo padrão de plugs e tomadas, que está em vigor nesse ano de 2010. Já tem alguns anos que a norma que regulamenta esse assunto foi definida (NBR 14136) e já se passaram quase todos os prazos de adequação da indústria. Mas como tudo no Brasil, é nesse ano que a ¨coisa vai pegar¨ mesmo. E sendo o assunto padronização – que não é o nosso forte – deve-se esclarecer que o novo ¨padrão brasileiro¨ na verdade tem quatro variações. Então, ao adquirir um novo aparelho elétrico, saiba que existem: 

Plugs e tomadas para correntes de 20 A (ampéres), cujos pinos e furos são de 4,8 mm, com as devidas folgas de encaixe.  Nesse caso, os plugs podem ter 2 ou 3 pinos.

Plugs e tomadas para corrente de 10 A (ampéres), cujos pinos e furos são de 4,0 mm, também com as devidas folgas de encaixe e com os plugs podendo ter 2 ou 3 pinos. Idem para a quantidade de furos nas tomadas. 

Veja as ilustrações:

Olhá o tamanho do buraco!

Olhá o tamanho do pino!

 

 

 

 

 

Olha o tamanho do buraco!

Olha o tamanho do buraco!

 

As empresas poderão consumir seus estoques de cabos elétricos com plugs ¨antigos¨ ao longo de 2010. Mas os fabricantes de cabos/plugs poderão fornecer apenas a nova versão nesse ano. Sendo assim, será possível adquirir alguns produtos ainda no padrão antigo. No comércio já é raro encontrar tomadas antigas. E os ¨adaptadores¨ entre os dois sistemas servem apenas para encaixar o padrão novo na tomada antiga, e não ao contrário (informação de balcão de loja, à confirmar). Certifique-se sobre  qual é a corrente do aparelho, para não se decepcionar quando for instalar, e já faça a instalação adequada. 

Para alguns FO  (formadores de opinião) , aumentou-se a segurança com as novas tomadas/plugs. Eu tenho lá as minhas dúvidas e uma certeza: alguns ¨espertos¨ ganharão milhões e milhões com a venda de adaptadores e novas tomadas para residências antigas. Ou seja, em todos os imóveis construídos na Terra de Vera Cruz,  de  Cabral ao Lula.

Para saber mais, consulte  NBR 14136 no Grande Horáculo do Universo  (Google)

 

Cumprindo um ritual anual, nessas férias agendei uma consulta com um oftalmologista. Já conhecedor dos meandros e do pouco caso dos médicos e clínicas com a Unimed,  no entanto,   quis comprovar mais uma vez  a anarquia desse plano de saúde  – e por extensão, creio eu, dos demais. A atendente, por telefone, disse assim: 

-         É ¨conveniado¨ senhor? Qual seria o seu plano?

-         Não, sem convênio. A consulta custa quanto?

-         Particular são R$ 200,00 senhor,  e temos vagas para o dia 05.02.

-         Humm, ta…mas… e se eu tivesse um convênio?

-         Um minutinho senhor (uma pausa para ela se informar….). – Senhor, temos vagas para o final de maio. Mas o senhor comentou que queria particular.

-         Sim, sim, é particular.

-         É porque não podemos aceitar consultas particulares se os pacientes possuem convênios.

-         Hummm. Mas tenho urgência mesmo e no caso, vou pagar particular.

-         Mas se o senhor tem plano de saúde, não posso marcar.

-         Não, não tenho plano algum. Pensei na possibilidade de pedir reembolso no meu sindicato, apenas. (Mentira! Mas não poderia me contradizer muito e perder a vaga!).

-         Então posso agendar para o dia 05.02, particular, senhor?

-         Sim, sim, pode marcar. 

Não foi a primeira vez, e nem é uma exclusividade minha  vivenciar esse tipo de situação. Fulano paga um plano de saúde ou participa de uma categoria profissional que possui um plano básico/coletivo, não importa. É só mencionar que é conveniado e já protelam as consultas para alguns meses adiante. 

É uma prática estranhíssima. A Unimed, até onde eu conheço, é uma cooperativa de médicos/clínicas/laboratórios/etc. Sendo assim, os próprios médicos, suponho, determinam as regras e o  quanto querem receber por consulta. Ou não? 

Há alguns anos, para receber o reembolso de uma prótese, assegurada por lei, me submeti à uma consulta para comprovar o uso ¨Não Estético¨ da prótese. O médico que me atendeu informou, na consulta, que não haveria problemas no reembolso. No entanto, outro médico – administrador do plano – deu um parecer negativo. Para que, então, exigir  uma consulta com um especialista? Só para fazer o povo de trouxa. Desisti da palhaçada. 

No Brasil temos que pagar tudo em dobro. Paga-se o INSS  mas temos que pagar plano de saúde e previdência privados para se salvar do atendimento miserável. Idem para educação, segurança, etc etc etc. E no plano privado, que deveria funcionar, é mais uma bagunça!  

Outra coisa que chama a atenção é que na publicação anual da revista Exame ¨Melhores empresas para se trabalhar¨, várias cooperativas Unimed espalhadas pelo Sul e Sudeste estão incluídas entre as mais queridas pelos funcionários das mesmas. Deve ser ótimo trabalhar no Unimed. Será que o plano dos funcionários cobre tudo?  Precisam esperar muito por uma consulta agendada via Unimed? A saber…

O reveillon em Balneário Camboriú, enfim, valeu a pena! Os fogos foram espetaculares – para os nossos padrões. Fiquei boquiaberto quando iniciou, e até esqueci de cumprimentar quem estava ao meu lado…só depois de alguns momentos que, aos goles de uma super Cidra Cereser,  o tão esperado abraço de ano novo foi dado. Lua linda  e  tempo estável depois do aguaceiro durante o último dia de 2009. A ceia que antecipou nossa ida à praia foi saborosa, no capricho.

Na Praia Brava, ou na Interpraias – favor não perguntar qual praia -, finalmente peguei um bronze. Navios de cruzeiro em Itajaí, filas nos supermercados, filas nas rodovias, filas, filas, filas…A semana foi agitada. Conheci novas pessoas e novas situações. Mas também houve tempo para agradecer o ano que passou e pedir luz para o ano novo. Cinema, só em Brusque, para evitar mais uma fila. Fui ver Avatar. Lindo o filme, um pouco longo demais, no entanto. Entre Brusque House, Perequê House e BC friends house, zanzei – e gastei – a penúltima semana das férias. Falta Floripa e Penha e mais alguma praia, quando estiverem mais acessíveis. Ainda assim, apesar de tudo, a alegria não foi completa, faltou uma energia positiva. Na verdade, desde a semana que antecede o Natal até passar o Ano Novo, costuma ser uma época massacrante para minha alma. Ainda tenho que aprender a lidar com as perdas – tanto dos que foram,  quanto dos que estão presentes,  mas completamente ausentes. Sou um nostálgico! Hipocondríaco! Gostaria que algumas coisas se repetissem ou permanecessem. É a efemeridade, meu caro, é a efemeridade dos bons momentos. Que o caminho de luzes formado na BR 101 desse finde nos guie para um 2010 cheio de coisas boas.

Dia 02.01.10, 23h55...

BR-101, dia 02.01.10, 23h55...entre PB e BC

Pessoal na Brava...

Pessoal na Brava...

Combustível para atravessar a semana.

Combustível para atravessar a semana.

A Paz é o caminho!

Há alguns poucos anos  recebi um cartão virtual que dizia mais ou menos o que o título desse post sugere.

Ás vezes, sentimentos negativos nos dominam e mágoas afogam nossas almas. As expectativas, muitas vezes exageradas em relação às pessoas, trazem frustração. O mundo parece não ter conserto. O que nos resta? Nos perdoarmos e perdoar nossos próximos. Deixar a culpa de lado e chamar àqueles que amamos para o encontro. Esse é o caminho.

À todos que caminham comigo, ou  que só cruzaram de relance mas deixaram saudades, um feliz 2010. Novos rumos, outros destinos…O que esperar? Eu não sei ainda. Acho até que poucos sabem, ou tem a confiança necessária para saber. Mas desejo a todos que façamos as escolhas certas. Trilhar uma boa jornada e  achar uma luz no fim do túnel. 

 

Que tal uma viagem em 2010?

Que tal uma viagem em 2010?

NATAL QUARENTA GRAUS

In: Cidade

21 dez 2009

Começou o verão! Natal já está aí! Deve ser bom  vestir uma fantasia de Papai Noel  nesse clima, não é? E ficar debaixo de um sol jogando balas nas calçadas. É uma  prática, aliás,  muito tosca, na minha humilde opinião. Mas enfim, acaba sendo o marketing preferido das lojinhas aqui da cidade e até mesmo o de grandes concessionárias, como o revendedor de uma marca italiana, que no último sábado, de modo espalhafatoso,  atrapalhou um pouco mais o trânsito.   E o tal Papai Noel sobre o caminhão,  e suas ajudantes,  já deviam estar estressados, pois arremessavam as balinhas como quem joga pedra para afastar bicho. Uma  bala perdida caiu no meu cocuruto. Que raiva!  E aquela  ¨olhada¨ fulminante para a infeliz,  agradecendo a gentileza.

É tempo de alegria, entretanto. Sem lamúrias então. Fiz umas fotos, para testar meus dons noturnos com a câmera…Não deu muito certo, mas algumas serviram para registrar o Natal 2009. Os presentes estão comprados, alguns já foram entregues. Ganhei também, oba! Mas podem vir mais ( agradecido desde já). E a lembrança dos que partiram bate mais forte. Porém, a vida segue seu rumo. Sempre aprendendo alguma coisa nova, ou não. Tanto que estou  escrevendo aqui, todo  ¨malhado¨, pois  faltou protetor solar e uma mão extra ontem. Ganso!

Luzes, alegria, e um pouco de fé na vida também.

Luzes, alegria, e um pouco de fé na vida também.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gosto de presépios. Esse, em Azambuja. Para lembrar o que comemoramos, afinal.

Presépios. Esse, em Azambuja. Para lembrar o que comemoramos, afinal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gostei do efeito! Fui eu que fiz!

Gostei do efeito! Fui eu que fiz!

 

 

 

 

 

 

 

 

Aos amigos internautas que acompanham esse modesto blog  desejo, sem clichês, dias de esperança renovada, paz de espírito, amizades fortalecidas…Saúde! Que o sucesso venha àqueles que possuem talento, disposição e carisma.  E ¨Que seja feliz quem souber ( e fizer) o que é o bem¨.

Já tem alguns dias que recebi um email saudosista, com uma série de fotos de brinquedos, chocolates, objetos, propagandas, e outras mil coisas dos anos oitenta. Um das fotos mostrava pequenas garrafinhas de Coca Cola num engradado. E eis que tenho dois exemplares dessas miniaturas ,  ¨ornando¨ uma prateleira junto às fotos e livros no meu home office bedroom.  Quantas cocas foram ¨consumidas¨ para conseguir essas míseras três garrafinhas! Duas Cocas e um Minuano. Uma quebrou. 

Trocentas cocas = duas miniaturas.

Trocentas cocas = duas miniaturas.

 

Custaram caro! Nas festas do bairro – em geral quermesses – pedia uns trocados de hora em hora para comprar refrigerante. Nem bebia, muitas vezes jogando fora o refri e guardando como ouro as tampinhas das garrafas. O filho do vizinho teve mais sorte: o pai cuidava do serviço de bar nas festas. Tinha a coleção completa.   Minhas relíquias estão até bem conservadas, só as tampas oxidaram. Lá se vão mais de duas décadas, mais ou menos. E completando o marketing da Coca:  dois brinquedos, um que ganhei na mesma época, outro mais recentemente – adulto também ganha brinquedo – de um amigo de Campo Grande. Aos colecionadores: não estão à venda!

Desculpem a poeira, deixei ao ¨natural¨ o cenário!

Desculpem a poeira, deixei ao ¨natural¨ o cenário!

Um Truck anos 80...

Um Truck anos 80...

 

E a Coca Cola continua sendo apreciada. Pura, com gelo e limão, ou misturada –  eeeehhh cubão!

Acho que deve ter uma relação estreita entre má-educação e pessoas (não todos, claro) que pilotam motos. Numa cidade onde o transporte público não funciona, as motos acabam sendo  usadas aos milhares, todos os dias, para as pessoas poderem trabalhar, estudar, etecétera.  Não passa um dia que eu não veja ou não me irrite com alguma cena vergonhosa de algum motociclista aprontando. 

Hoje, por exemplo. Entrei  numa rua onde uns quinze carros aguardavam o sinal verde abrir e lá vinha, pela contramão, um casal numa moto. Claro que eu, ao me deparar com a mula, reduzi a velocidade, que já era baixa, para que o  ¨esperto¨ pudesse passar entre o meu carro e os outros que estavam parados. Mas a vontade foi de esculhambar, xingar, esbravejar…Tão irritante quanto são os que insistem em vir pela direita e você, estando num cruzamento, precisando virar à direita, se depara com um cretino desses.  Com quem ainda não aconteceu? Não saber esperar a sua vez é má-educação. Não respeitar o espaço alheio é má-educação. E em matéria de educação, reconheçamos, somos fracos.  A convivência  no trânsito teria como ser diferente? 

Eu já fui motoqueiro. Lá nos idos de 1990,  até 1994 mais ou menos. Uma poderosa Honda CG 125. Na época ainda  ¨não podia¨, mas já era comum dezenas de menores de idade andarem de moto, sem capacete inclusive. Era uma solução para não depender de cinco ônibus diariamente para ir ao trabalho e depois à escola. No meu primeiro trabalho, inclusive, usava a moto para fazer entregas de  ¨aviso de inadimplência¨ aos clientes velhacos da loja. Bem, tempos passados, situação irregular, mas agraciado sem incidentes, multas ou prejuízos à terceiros. 

Há menos de 15 dias, a notícia de que a filha de um colega estava hospitalizada, com fratura grave no fêmur, havendo necessidade de cirurgias e seqüelas. O motivo: um idiota ,  irresponsavelmente empinando a moto, embriagado, atropelando o que vinha pela frente. Não passa semana que não se tenha fatalidades, mortes, mutilações, causadas por irresponsáveis e pela negligência das autoridades civis e militares. 

Em Brusque, acidente de moto é questão de saúde e segurança pública gravíssima. Faltam vagas nos  hospitais para tratar dos que tiveram  a má sorte de adoecer,  em detrimento dos acidentados por tantos irresponsáveis. Verdadeiros demônios que não estão nem aí para as suas vidas e muito menos para as vidas alheias.  Cuidem-se! Brusquenses e forasteiros que aqui chegarem. Do nada pode aparecer a qualquer momento um vândalo de moto!

PS.: No aguardo das mudanças nas vias centrais da cidade, dia 06.12 em diante. Quanta confusão à caminho! Tomara que melhore, a saber…

Despedida…

In: Amizade

25 nov 2009

Recebi o texto que segue abaixo de amigos,  por ocasião da partida da minha avó. Aos 86 anos, haverá muito o que contar – mais adiante, com certeza - mas por hora tais palavras reconfortantes serviram muito bem, para alento e  para compreender a efemeridade.

” Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.

Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?

Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.

E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.

Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.

Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.

O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.

Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?

Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza – restituiremos à Terra os elementos que recebemos – mas o Espírito jamais terá fim.

Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.

Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.

Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.

Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.

Com       a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.

Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós – não importa.

Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.

Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.

Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.

Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.

E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.

*   *   *

A morte tem merecido considerações de toda ordem, ao longo da estada do homem sobre a Terra.

É fenômeno orgânico inevitável porque a Lei Divina prescreve que tudo quanto nasce, morre.

A morte não é pois o fim, mas o momento do recomeço.

Pensemos nisso.  Redação do Momento Espírita.  Em 17.11.2009.”

Dona Popa, 2009, uma longa e laboriosa caminhada...

Dona Popa, 2009, uma longa e laboriosa caminhada...

Dois eventos distintos, ocorridos na última semana. Dia nove de novembro, relembrou-se a queda do Muro de Berlim, o vigésimo aniversário desse evento que mudou a história recente. No dia seguinte, dia 10.11, boa parte dos brasileiros ficaram às escuras, no apagão versão 2009. Mas, afinal, o que alhos teriam a ver com bugalhos? Relembrando algumas coisas que li e ouvi nos últimos dias sobre esses acontecimentos tão distintos:

O que motivou a construção do muro em Berlim, em 1961, foi fazer com que os alemães do lado oriental não pudessem testemunhar a pujança e o progresso do lado capitalista da Alemanha. Aproximadamente três milhões dos que habitavam a banda oriental haviam se mudado desde 1949, ano da partilha oficial nas duas Alemanhas. Preocupados em ficar sem povo para governar, os governantes comunistas optaram pelo método mais barato e eficaz: aprisionar seus cidadãos. E mantê-los alienados, o quanto podiam, já que eram incompetentes (ainda que alemães) para obter igual sucesso econômico e social  no seu lado. A região de Dresden, montanhosa, onde antenas comuns não captavam os canais da TV alemã ocidental, ficou conhecida como o Vale dos Inocentes. Nada do mundo exterior era sabido. (Lembrou-me um bairro de Brusque, pré-antenas parabólicas.)

Mas enfim, revendo tudo isso, foi inevitável fazer um paralelo entre a alienação dos alemães-orientais com as desculpas do nosso governo, após o apagão da última terça feira.
Querer justificar a falha, atribuindo à um relâmpago? O sistema é tão vulnerável assim? Nunca, na história desse país, houve tanto ¨planejamento e obras de infra-estrutura¨ para garantir o crescimento da nação, não é?

Pior: ficar comparando o apagão da era FHC com o apagão da era PAC. Eles acham realmente que O Vale dos Inocentes é aqui! Uma sucessão de informações desencontradas e nebulosas. Para um país que possui compromissos como a Copa do Mundo, as Olimpíadas e principalmente, crescer e prosperar para tirar milhões da pobreza, as respostas precisam ser mais convincentes. E, principalmente, devem investir e prevenir para que situações semelhantes sejam ainda mais raras.  Que a luz esteja conosco!

PS.: um filme interessante para assitir: Adeus, Lênin. Muito divertido, retrata com maestria os estertores da Alemanha Oriental.  Outro filme muito bom sobre a vida na Alemanha comunista chama-se  A vida dos Outros. Ambos imperdíveis.

Já sobre o apagão, ainda não tem um filme específico, brasileiro…Lembrei! Talvez  Sábado…Há uma cena ilária de pessoas trancadas no elevador com um cadáver.

Acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sábado_(filme)

Haverá um Adeus, Lula! ?

Haverá um Adeus, Edison Lobão! ?

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