Na Fazenda, 3

In: Viagem

22 ago 2011

Depois de alguns anos voltei a visitar Londrina, pela terceira vez, nesse último finde. Sempre é muito bom rever amigos e ao mesmo tempo conhecer novos lugares e suas histórias. Especialmente aqueles que fazem às pessoas compartilharem suas lembranças, a velha infância…Para vocês alguns click’s das fazendas ao redor da cidade.

A chuva e o frio parecem me perseguir. Segundo os nativos, estava ensolarado e quente havia semanas naquelas bandas. Eu já estava animado para enfim pegar um solzinho no norte paranaense, mas junto comigo levei uma frente fria. E a trouxe de volta para SC.

Celeiro de que?

In: Brasil

15 ago 2011

De corruptos, oras…

Desde muito tempo, remontando a Era Getúlio Vargas, vem a expressão “Brasil, celeiro do mundo”, que enfatiza o potencial da agricultura do país.

De fato, quem acompanha um pouco o Globo Rural, ou se dedica a ler alguma coisa sobre exportação e produção agrícola, reconhece o privilégio de termos o clima e as demais condições excelentes para o agrobusiness. É um verdadeiro “pré-sal” verde! Mas infelizmente, na condução dessa riqueza, colocaram uma verdadeira quadrilha, como revelado nas últimas semanas pela grande imprensa.

Esse jargão “celeiro do mundo” pode agora ser atualizado para “celeiro de corruptos do mundo”. Nunca antes na história desse país, parafraseando o nosso ex-auto-endeusado-presidente, houve tantos escândalos na Capital Federal. Virou uma commoditie, como soja, café, açúcar…mas do tipo de commoditie que infelizmente não dá para exportar. Só armazenar no estoque regulador da Conab.

Já se vão mais de 500 anos que Pero Vaz de Caminha relatava ao rei de Portugal que aqui no Brasil, se plantando, tudo dá. Os números abaixo colaboram com a profecia:

Açúcar – 42% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação

Etanol – 51% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação

Café – 26% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação

Suco de laranja – 29% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação

Soja – 35% da produção mundial, segundo lugar na produção e exportação

Milho- 35% da produção mundial, sendo o quarto maior produtor e terceiro na exportação

E ainda lidera na produção pecuária: maior exportador de carne de frango, maior rebanho bovino e líder mundial na exportação de carne. A Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – é reconhecida internacionalmente pelos avanços científicos em prol da agricultura.
Enfim, tudo é superlativo na agricultura brasileira, assim como infelizmente grandiosa é a roubalheira e os desmandos da classe política mais podre do planeta, que compromete seriamente as décadas de trabalho de milhões de brasileiros.

Não está nada fácil para o cidadão separar o joio do trigo…

Educação x Empresas

In: Brasil

10 ago 2011

O texto abaixo voltou a circular na internet nas últimas semanas, mas trata-se de uma história relatada pela revista Exame lá em setembro de 1996, sobre o empresário Silvino Geremia. Em uma edição mais recente, de junho de 2011, a Exame novamente enfatizou a repercussão do caso da empresa gaúcha Geremia, esclarecendo que os emails atuais contam uma história antiga, mas que ainda tem sua devida importância. Resumo do enredo: Somente com mobilização é possível mudar as aberrações que permeiam o Brasil. Em tempo: Em 1997, no governo FHC, aprovou-se uma lei isentando as empresas com gastos em educação. Segue o conteúdo do email:

“Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei. Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico. Este ano (1996), um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu honestamente acho que não. Por isso recorri à Justiça.Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa  moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consequi completar  o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.

Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.

A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer… E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa  Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz. Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.

Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas . Mas infelizmente  não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.

Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso!…Não  tem  jeito…”

Segue abaixo o esclarecimento da Exame, agora em junho:

Chuvoso julho

In: Brasil

31 jul 2011

Foram cinco domingos em julho…Frios, cinzentos, molhados. No aconchego do lar-doce-lar, comendo, vendo TV, e comendo, e lendo. Quanto mais me empanturro de informação, mais cinza o mundo em volta parece. Os buracos se multiplicam na cidade. Os corruptos se multiplicam em Brasília. E até nos Estados Unidos, quem diria, fala-se em calote. Estamos mesmo num período nebuloso.

Ler sobre as obras da Copa me dá vergonha, por exemplo. Talvez porque a Copa vai passar (ou está passando) por cima de Santa Catarina, não fomos atingidos e não percebemos nada sendo feito. Mas parece que mesmo onde haverão jogos, de fato nada está a contento. Quando se sabe que não temos hospitais, estradas, ferrovias, escolas…Fazer o Itaquerão, para o time de coração do Lula ter um estádio suntuoso, pago com dinheiro público…é de chorar em grego.

Aliás, não será a Grécia de hoje (quebrada) o Brasil de 2020? Só para relembrar: os gregos tanto insistiram que em 2004 sediaram as Olimpíadas. Estádio novo, metrô, e todas as demais instalações. Seis anos depois, estão de joelhos, com os demais países da Zona do Euro fazendo empréstimos e perdoando a dívida em partes. Ao que parece, os gregos, assim como outros países mais ao sul do Velho Continente, são uma espécie de “nordeste brasileiro”. Receberam muito dinheiro sem a contra-partida de fazer as coisas do jeito correto. A conta agora está sendo cobrada.

Tudo leva a crer que o Brasil caminha para o mesmo destino. Vamos torrar bilhões para eventos esportivos. Elefantes brancos consumirão rios de dinheiro. Há os que defendem, dizendo que as obras para a Copa e as Olimpíadas gerarão muitos empregos. Mas acho que os mesmos empregos poderiam ser gerados fazendo-se obras de infra-estrutura necessárias há décadas. Ou seja, não é necessário fazer uma Copa para que se façam estradas, aeroportos, etc, etc, etc. É uma falácia. Quem pagará a conta? Mais algumas gerações de brasileiros mantidos na ignorância futebolística, presumo.

Preciso de alguns dias ensolarados para ler menos e me alienar um pouco.

O Assalto

In: cinema

26 jul 2011

Não. O assalto em questão não se trata do que os políticos brasilerios praticam no dia a dia, sem armas ou violência explícita. É sobre o filme O Assalto ao Banco Central, que retrata com competência a história do maior roubo a banco já cometido em terras tupiniquins e um dos maiores já resgistrados no mundo inteiro. Se é coisa ruim, temos que estar entre os tops, claro.

Nesse filme, me parece que não se perderam no roteiro, como já ocorreu em outras produções nacionais. Chega a lembrar em algumas partes O Plano Perfeito, outro filme de assalto a banco, muito bom. Toda a brasilidade, por assim dizer, é muito bem apresentada. Palavrões em profusão, uma sacanagem básica, um pouco de violência, com algumas cenas cômicas. Dentre elas, a de um comunista de carteirinha se refestelando em Paris, como ocorre com alguns notórios bandidos de terno e gravata (e eleitos) que sempre se dão bem na vida real.

Acho que vale a pena assistir. É didático! Aula de Brasil.

Por que a sociedade brasileira não se indigna?

Foi com essa pergunta que o jornalista Willian Waack abriu o último programa de debates Globo News Painel. Os analistas convidados iniciaram seus comentários sobre um artigo que um jornalista espanhol do El Pais escreveu recentemente, falando sobre a anestesia que envolve a sociedade brasileira em relação aos sucessivos escândalos de corrupção.

Entre comparações com outras sociedades, contextualizações históricas e outras informações pertinentes à questão-foco do debate, me chamou mais a atenção as intervenções de um dos analistas, o professor Marco Antônio Villa, da Federal de São Carlos. Caiu como uma luva para uma das minhas opiniões formadas.

O Poder Judiciário, da forma como está constituído no Brasil, é um dos grandes males para a profusão de sucessivos casos de roubalheira. Diferentemente dos poderes Executivo e Legislativo, sujeitos à opinião pública e ao desgaste político, no Judiciário predomina uma ¨caixa preta¨ onde a sociedade brasileira não tem acesso.

Aos pegos em flagrante, a justiça faz o que pode e o que não pode para protelar os processos até que os caras-de-pau da política brasileira estejam livres para aprontar novamente. O professor citou alguns casos emblemáticos:

- O Collor foi considerado culpado pelo Legislativo, perdeu o mandato e…passado alguns anos, a justiça o inocentou de tudo.

- O Maluf não pode viajar para mais de 100 países sob o risco da Interpol prendê-lo. A foto dele está entre as pessoas procuradas no site
da Interpol. Mas no Brasil, anda leve e solto e é até recebido pela Presidência da República como aliado político.

- Os mensaleiros estão todos soltos. O maior esquema já revelado de corrupção nacional não rendeu nada além da venda de jornais e revistas.

Foram vários os exemplos para demonstrar que no Brasil o Poder Judiciário está de mãos dadas com as figuras mais torpes. Seria, obviamente, muito simplista atribuir aos magistrados e advogados os males da nossa sociedade. Tanto que o debate ampliou para outras questões que vão além da promiscuidade entre os políticos e a justiça.

Uma das conclusões do debate: os brasileiros estão com um cansaço político, e que se vêem sem voz para mudar o que quer que seja, pois todos os exemplos mais recentes de corrupção redundaram em absolutamente nada.

Uma outra questão levantada: no Brasil de hoje a economia vai bem, e portanto os brasileiros não estão interessados em reclamar por justiça. As elites estão ganhando muito dinheiro, e os pobres estão ganhando o seu bolsa-família. Sendo assim, todos estão mais ou menos satisfeitos e o ¨deixa-roubar¨ ficou brasileiramente instituído.

E se aventou também sobre um traço cultural da nossa sociedade, o tal jeitinho brasileiro. Ele é tido como a ante-sala da corrupção. O ¨se eu estivesse lá também roubaria” é comum de se ver e ouvir. Herança ibérica? Talvez…Massas mantidas na miséria e ignorância por décadas, com certeza. No Brasil, as vantagens individuais sempre tiveram total primazia sobre o bem coletivo.

Todas essas coisas e muitas outras, enfim, servem para dar uma resposta às causas da nossa paralisia. Mas a pergunta acima ainda precisará ressoar em muitas mentes e corações para uma mudança de atitude.

Sobre o programa Painel, para quem não pode acompanhar pela TV, todos os debates estão disponíveis na internet. São discussões interessantes, de temas pontuais sobre os fatos jornalísticos recentes, sempre muito bem conduzidas pelo jornalista Willian Waack.

Acesse: http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-painel/v/convidados-falam-sobre-a-onda-de-corrupcao-no-brasil/1567194/#/Todos os vídeos/page/1

Motos per capita

In: Cidade

11 jul 2011

Saiu no portal MSN hoje: o IBGE e o Denatran compilaram os dados sobre quais as cidades brasileiras que mais possuem motos no trânsito. Na seguinte ordem:

1 – Ji-Paraná – RO
2 – Araguaína – TO
3 – Araçatuba – SP
4 – Biriguí – SP
5 – Rondonópolis – MT
6 – Sinop – MT
7 – Rio Claro – SP
8 – Brusque – SC
9 – Palmas – TO
10 – Parnaíba – PI

Há 20,2 motos para cada 100 habitantes aqui na Terra dos Marrecos. E o texto que acompanha a informação é bastante esclarecedor e preocupante. Segue:

¨A primeira representante da região Sul do País fica no estado de Santa Catarina. A população de Brusque, recenseada em 2010, é de 105.495 habitantes, sendo a 11ª maior cidade em população no Estado. Brusque possui um sistema de transporte público precário, onde as únicas duas empresas que operam na cidade não renovam a frota da maneira que a população merece. Não há abrigo para a população esperar o transporte e os horários são ruins. As grandes empresas são obrigadas a terceirizar o transporte de seus empregados em razão do deficiente sistema de transporte público. Mesmo sendo uma das regiões mais ricas do País, o município sofre com o transporte, talvez por isso, 20,2 pessoas em cada cem têm uma motocicleta.

Recentemente li que na nova licitação para o transporte público municipal, algumas empresas desistiram, ficando novamente apenas as mesmas de sempre. Estranho e lamentável que isso ocorra. Semanalmente morrem cidadãos em acidentes de motos, que acaba sendo a única maneira de se deslocar na cidade para ir ao trabalho, aos cursos, etc. Não se pensa sobre esses fatos como uma política pública integrada de segurança, de saúde e transporte. Afora o fato que desses 20,2 cidadãos que trafegam de moto, lhes falta em boa parte educação. Muitos são verdadeiros vândalos sobre duas rodas.

Enfim, figurar nessa lista TOP TEN não é para se orgulhar muito, mas lamentar.

Segue o link da notícia:

http://msnmotos.icarros.com.br/noticias/motos/as-dez-cidades-com-mais-motos-por-pessoa/10216.html

Uma vez mais voltei a essa cidadezinha simpática, e novamente para comemorar aniversários em alto estilo. Depois de algumas semanas de tempo chuvoso e frio intenso, nesse último sábado fomos agraciados pelo sol, uma bela paisagem e um lauto almoço. Para quem não conhece, fica a dica: vá no Restaurante Portela, ao lado do píer onde atraca o barco Príncipe de Joinville III. Peça uma cambira, a tainha defumada. É tudo de bom. Zanzar pela cidade, fotografar, aproveitando o sol e o céu azul…Que vidinha mais ou menos, convenhamos. E para deixar o roteiro um pouco mais culto – e não só gastronômico – uma visita ao Museu do Mar.

Detalhes de São Chico

Vista da baía da Babitonga, a partir do Museu do Mar

Monumento: 500 anos da chegada dos franceses à São Francisco

Um cliente assíduo

Vista do Portela

Foi um dia de superlativos, até mesmo a “parada”" na Parada Havan de Barra Velha, para ver a “maior Estátua da Liberdade” do Brasil. Uma experiência emocionante, que resumo assim: para subir no mirante da estátua, pega-se um elevador que se range todo, balança e é bem lento, uma agonia. O visual? Olhar Barra Velha daquele ponto não é exatamente grande coisa, mas o pôr do sol estava interessante. E a estátua é bonita sim, foi bem feita. Pelo menos é uma réplica mais apresentável do que a de Floripa, a qual me parece faltou ferro e cimento, pois ficou meio que… prejudicada verticalmente. E para muitos, como eu aliás, que ainda não foram ou não podem ir para Nova York, serve de consolo. A vista não é a mesma, entretanto.

Nova York? Nãoooo, Barra Velha

Num desses domingos chuvosos e frios passei pelo Rio Camboriú. Para quem não conhece, serve como ancoradouro de luxuosos iates, com marinas e bares da moda. Compõe o cenário de um dos lugares mais vips do Sul, a Barra Sul em Balneário Camboriú. Na área foram construídos ou estão em construção alguns dos prédios mais altos e sofisticados de Santa Catarina. Lugar premium mesmo!. Mas o cheiro ali não tinha nada de glamuroso.

Uma latrina aberta, por assim dizer. Para colaborar com minha humilde opinião, li um artigo do Cláudio de Moura Castro chamado ¨No reino dos Coliformes¨, no link abaixo. Muito apropriado por revelar o que já se sabia (e se cheirava): não falta dinheiro para saneamento. Falta vontade de fazer. Tubos enterrados não rendem votos. A situação descrita acima se repete Brasil afora. Claro que surpreende e decepciona mais ainda em lugares turísticos e tidos como reduto de elites, caso de Balneário Camboriú. O ¨cocô premium¨ do lugar deveria ser melhor tratado, não acham?

Veja: No reino dos coliformes

Em Jaraguá do Sul-SC uma campanha muito útil começou a ser divulgada em outdoors pela cidade. Já havia lido sobre mais esse bobagem de ampliar o número de vereadores. Será uma conta a mais para o cidadão pagar. Não só sou contra, como acho que o cargo de vereador não deveria ser remunerado. No máximo ter um salário condizente com o tempo dedicado às tarefas, sem lucrar tanto. Quem quisesse ter essa ocupação extra pela sua cidade e trabalhar pelo bem coletivo, que o fizesse voluntariamente, como quem participa de uma ONG.

Claro que é pura tolice e utopia pensar que um dia no Brasil alguém fará alguma coisa pelo bem coletivo sem querer lucrar (muito) com a ação.

Aqui em Brusque deveriam espalhar outdoors iguais. Pelo o pouco que fazem, os atuais vereadores são mais do que suficientes para já contribuir com uma grande despesa. A maior parte do tempo ficam naquele joguinho político de defender administrações passadas, empacar trabalhos do presente e não votam nenhuma lei municipal relevante para melhorar o dia a dia da cidade. Trânsito cada vez pior, nenhum trabalho para tratamento de lixo, nenhum projeto visando um futuro mais organizado para a cidade. Infelizmente é a nossa realidade.

Quem concordar, baixe as fotos, faça email´s e envie. Faça a sua parte. Para reclamar ainda não se paga imposto.

Quem sou eu?

quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P

Photostream

Atualizações

  • Simone Campos Galdino: Aos que apreciam um bom estabelecimento e tratamento vip, indico o Bar do Arantes. A comida é divin [...]
  • Euclides Bruschi: Eu já tinha conhecimento que o fundador que deu o nome a BRUSQUE era gaúcho de porto Alegre e filh [...]
  • IM: Rede de supermercados internacional com piso de cimento crú? Sem forro? Como diz minha cunhada, "é [...]
  • tania: oie! parabéns pelas fotos lindas! Tá certo que a paisagem ajuda hehe Mas quando fui para Foz fiqu [...]
  • ANTONIO S. DA SILVA: Boa noite, RENATO, você tá de brincadeira, tá debochando de nós o povo brasileiro, tenho 49 a [...]