In: Esportes
26 set 2011Uma ampla pesquisa sobre os hábitos dos brasileiros em relação à práticas esportivas foi divulgada recentemente. Feita pela empresa alemã Sport+Markt, ouviram um pouco mais de 46 mil pessoas, em 180 cidades com mais de 200 mil habitantes, em todos os estados brasileiros. O resultado surpreende, negativamente: 62% dos entrevistados disseram que nunca praticaram nenhuma atividade física.
O maior público que faz algum esporte no Brasil é masculino, na faixa etária entre 16 e 24 anos, e das classes sociais mais abastadas. Cidades como Porto Alegre e Florianópolis despontam como os locais onde mais se praticam exercícios. Recife é a capital do sedentarismo, de acordo com a pesquisa. Estamos bem na comparação com as populações de outros países latino-americanos mais pobres, africanos e asiáticos. Mas ainda distante do nível praticado por norte-americanos, europeus ou japoneses.
O futebol é o esporte mais praticado, seguido das caminhadas e corridas. A presença de um ídolo esportivo ou os resultados positivos em campeonatos influencia muito o entusiasmo por uma determinada atividade. Hoje em dia o vôlei (com inúmeras conquistas internacionais) é quatro vezes mais praticado do que o basquete, que já chegou no passado a ser o segundo esporte em popularidade nas quadras brasileiras. No Rio de Janeiro, o futebol predomina. Em Brasília as caminhadas são a preferência.
Veja abaixo os esportes prediletos no Brasil:
1 – Futebol
2 – Caminhada/corrida
3 – Vôlei
4 – Musculação
5 – Natação
6 – Lutas marciais
7 – Ciclismo
8 – Basquete
9 – Handebol
10 – Skate
11 – Surfe
12 – Tênis
A prática regular de exercícios reduz o risco de:
Alzheimer em 73%
Cálculos biliares em 67%
Câncer em 37%
Diverticulite em até 30%
Glaucoma em 5%
Morte por derrame em 50%
Morte por infarto em 54%
Fonte: Revista Veja, edição 2236.
PS.: nesses últimos 5 meses estive entre os 62% de brasileiros sedentários. Mas prometo (a mim mesmo) que semana que vem eu volto a nadar.
In: Atualidade
17 set 2011Finalmente, depois de quase 6 anos de bons serviços prestados, estou aposentando meu celular “vintage”.
A troca de celular era uma das metas de 2011 (das mais fáceis de se realizar até). Já a longevidade do meu celular se deve ao fato de eu ser meio desligado de gadgets em geral. Apesar desse modelo ser altamente resistente à quedas, confesso que o meu “celular com lanterninha” estava me deixando um pouco encabulado. Tive que ceder aos apelos da modernidade, enfim. Com o novo, espero dar e receber boas notícias – e quem não quer? E como estou fazendo um merchand gratuito para a Nokia, vai que eu vire um case sobre fidelização de cliente e ganhe uma viagem à Escandinávia…
In: Cidade
9 set 2011Choveu, choveu, choveu…Já anunciava-se há algumas semanas que aconteceria mais uma enchente. Assim como os japoneses se acostumaram aos terremotos, temos que nos habituar com as enchentes aqui no Vale do Itajaí. O que antes ocorria em intervalos de décadas, agora acontece em poucos anos, e nesse ano, foram poucos meses entre uma cheia e outra. É a natureza desequilibrada, diriam alguns. Urbanização sem planejamento, argumentam outros. Todos estão certos, e discutir as causas é importante, mas não basta. Com todos esses eventos, as populações dessas cidades precisam criar um “know how” para previnir, minimizar e saber lidar com tais adversidades.
Depois que as águas baixaram, agora a tarde fui ver como a cidade ficou. Preferi fazer umas fotos mais “bucólicas”, digamos assim. A vista é do bairro Rio Branco, que fica à margem do Rio Itajaí Mirim, para quem não conhece. O por do sol anunciou uma trégua.
In: Brasil
8 set 2011Esse post está em atraso. Deveria ter sido publicado ontem, coincidindo com o feriado do Dia da Independência (sic) mas por motivos técnicos-domésticos (sem internet em casa) não foi possível.
A intenção, porém, é divulgar nesse espaço a campanha do
Voto Distrital. Alguns meios de comunicação começaram a veicular os conceitos e vantagens de um novo sistema de eleição, que possivelmente dará um ânimo ao desanimado eleitor, que vê a cada dia a classe política brasileira roubar mais, trabalhar menos e postergar ao infinito o melhoramento do nível geral da vida dos cidadãos dessa joça.
Ao que me parece, os 513 deputados seriam eleitos por 513 distritos, distribuídos de acordo com a população. Dessa forma, haveria um menor número de candidatos por distrito, e poderia-se conhecer mais as figuras que pretendem representar a população de uma determinada região. Seria parecido ao que acontece hoje para uma eleição à prefeito.
Essa e outras informações podem ser vistas no site: http://www.euvotodistrital.org.br/
Nesse site é possível assinar a petição que deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional, propondo a mudança. É difícil passar, mas quanto mais gente alardear essas novas idéias e cobrar as alterações, mais chances teremos de, talvez, mudar um sistema que é deturpado e nos condena à uma pseudo-democracia de república bananeira.
Está dado o recado…
Agora é torcer para parar de chover aqui em Santa Catarina, por que a coisa tá PRETA.. Em menos de 40 dias, pela terceira vez os rios estão transbordando e as desgraças se anunciando.
In: Brasil
31 ago 2011Já dizia Nelson Rodrigues (acho que foi ele): ¨Toda unanimidade é burra¨.
Pois bem. Ao ler reportagens como a do link abaixo, da Veja dessa semana, um sentimento de profunda burrice domina o meu ser. Surgem toda semana fatos novos provenientes do desmando do nosso ex-mandatário, o queridinho do povo iludido. Eu sei que falar mal do Lula ou dos políticos em geral é chover no molhado. Mas é perturbador saber que as ordens de um único homem torraram bilhões de reais inutilmente. Onde já se viu entregar à trabalhadores de canavial a tarefa de montar um navio-petroleiro? Só no Brasil mesmo. Nada contra a iniciativa de fomentar uma indústria naval, em um estado do Nordeste. Mas tinha que começar logo fazendo um petroleiro? Só podia dar no que deu.
Segue a notícia: joaocandido
In: Viagem
22 ago 2011Depois de alguns anos voltei a visitar Londrina, pela terceira vez, nesse último finde. Sempre é muito bom rever amigos e ao mesmo tempo conhecer novos lugares e suas histórias. Especialmente aqueles que fazem às pessoas compartilharem suas lembranças, a velha infância…Para vocês alguns click’s das fazendas ao redor da cidade.
A chuva e o frio parecem me perseguir. Segundo os nativos, estava ensolarado e quente havia semanas naquelas bandas. Eu já estava animado para enfim pegar um solzinho no norte paranaense, mas junto comigo levei uma frente fria. E a trouxe de volta para SC.
In: Brasil
15 ago 2011De corruptos, oras…
Desde muito tempo, remontando a Era Getúlio Vargas, vem a expressão “Brasil, celeiro do mundo”, que enfatiza o potencial da agricultura do país.
De fato, quem acompanha um pouco o Globo Rural, ou se dedica a ler alguma coisa sobre exportação e produção agrícola, reconhece o privilégio de termos o clima e as demais condições excelentes para o agrobusiness. É um verdadeiro “pré-sal” verde! Mas infelizmente, na condução dessa riqueza, colocaram uma verdadeira quadrilha, como revelado nas últimas semanas pela grande imprensa.
Esse jargão “celeiro do mundo” pode agora ser atualizado para “celeiro de corruptos do mundo”. Nunca antes na história desse país, parafraseando o nosso ex-auto-endeusado-presidente, houve tantos escândalos na Capital Federal. Virou uma commoditie, como soja, café, açúcar…mas do tipo de commoditie que infelizmente não dá para exportar. Só armazenar no estoque regulador da Conab.
Já se vão mais de 500 anos que Pero Vaz de Caminha relatava ao rei de Portugal que aqui no Brasil, se plantando, tudo dá. Os números abaixo colaboram com a profecia:
Açúcar – 42% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação
Etanol – 51% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação
Café – 26% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação
Suco de laranja – 29% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação
Soja – 35% da produção mundial, segundo lugar na produção e exportação
Milho- 35% da produção mundial, sendo o quarto maior produtor e terceiro na exportação
E ainda lidera na produção pecuária: maior exportador de carne de frango, maior rebanho bovino e líder mundial na exportação de carne. A Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – é reconhecida internacionalmente pelos avanços científicos em prol da agricultura.
Enfim, tudo é superlativo na agricultura brasileira, assim como infelizmente grandiosa é a roubalheira e os desmandos da classe política mais podre do planeta, que compromete seriamente as décadas de trabalho de milhões de brasileiros.
Não está nada fácil para o cidadão separar o joio do trigo…
In: Brasil
10 ago 2011O texto abaixo voltou a circular na internet nas últimas semanas, mas trata-se de uma história relatada pela revista Exame lá em setembro de 1996, sobre o empresário Silvino Geremia. Em uma edição mais recente, de junho de 2011, a Exame novamente enfatizou a repercussão do caso da empresa gaúcha Geremia, esclarecendo que os emails atuais contam uma história antiga, mas que ainda tem sua devida importância. Resumo do enredo: Somente com mobilização é possível mudar as aberrações que permeiam o Brasil. Em tempo: Em 1997, no governo FHC, aprovou-se uma lei isentando as empresas com gastos em educação. Segue o conteúdo do email:
“Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei. Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico. Este ano (1996), um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários? Eu honestamente acho que não. Por isso recorri à Justiça.Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado. E quem é o Estado? Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer… E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz. Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas . Mas infelizmente não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso!…Não tem jeito…”
Segue abaixo o esclarecimento da Exame, agora em junho:
In: Brasil
31 jul 2011Foram cinco domingos em julho…Frios, cinzentos, molhados. No aconchego do lar-doce-lar, comendo, vendo TV, e comendo, e lendo. Quanto mais me empanturro de informação, mais cinza o mundo em volta parece. Os buracos se multiplicam na cidade. Os corruptos se multiplicam em Brasília. E até nos Estados Unidos, quem diria, fala-se em calote. Estamos mesmo num período nebuloso.
Ler sobre as obras da Copa me dá vergonha, por exemplo. Talvez porque a Copa vai passar (ou está passando) por cima de Santa Catarina, não fomos atingidos e não percebemos nada sendo feito. Mas parece que mesmo onde haverão jogos, de fato nada está a contento. Quando se sabe que não temos hospitais, estradas, ferrovias, escolas…Fazer o Itaquerão, para o time de coração do Lula ter um estádio suntuoso, pago com dinheiro público…é de chorar em grego.
Aliás, não será a Grécia de hoje (quebrada) o Brasil de 2020? Só para relembrar: os gregos tanto insistiram que em 2004 sediaram as Olimpíadas. Estádio novo, metrô, e todas as demais instalações. Seis anos depois, estão de joelhos, com os demais países da Zona do Euro fazendo empréstimos e perdoando a dívida em partes. Ao que parece, os gregos, assim como outros países mais ao sul do Velho Continente, são uma espécie de “nordeste brasileiro”. Receberam muito dinheiro sem a contra-partida de fazer as coisas do jeito correto. A conta agora está sendo cobrada.
Tudo leva a crer que o Brasil caminha para o mesmo destino. Vamos torrar bilhões para eventos esportivos. Elefantes brancos consumirão rios de dinheiro. Há os que defendem, dizendo que as obras para a Copa e as Olimpíadas gerarão muitos empregos. Mas acho que os mesmos empregos poderiam ser gerados fazendo-se obras de infra-estrutura necessárias há décadas. Ou seja, não é necessário fazer uma Copa para que se façam estradas, aeroportos, etc, etc, etc. É uma falácia. Quem pagará a conta? Mais algumas gerações de brasileiros mantidos na ignorância futebolística, presumo.
Preciso de alguns dias ensolarados para ler menos e me alienar um pouco.
Não. O assalto em questão não se trata do que os políticos brasilerios praticam no dia a dia, sem armas ou violência explícita. É sobre o filme O Assalto ao Banco Central, que retrata com competência a história do maior roubo a banco já cometido em terras tupiniquins e um dos maiores já resgistrados no mundo inteiro. Se é coisa ruim, temos que estar entre os tops, claro.
Nesse filme, me parece que não se perderam no roteiro, como já ocorreu em outras produções nacionais. Chega a lembrar em algumas partes O Plano Perfeito, outro filme de assalto a banco, muito bom. Toda a brasilidade, por assim dizer, é muito bem apresentada. Palavrões em profusão, uma sacanagem básica, um pouco de violência, com algumas cenas cômicas. Dentre elas, a de um comunista de carteirinha se refestelando em Paris, como ocorre com alguns notórios bandidos de terno e gravata (e eleitos) que sempre se dão bem na vida real.
Acho que vale a pena assistir. É didático! Aula de Brasil.
quem souber responder essa pergunta, favor entrar em contato :P