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	<title>Dubiella &#187; Brasil</title>
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	<description>O que dá na telha, lá em Brusque</description>
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		<title>Coisas de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Calor e volta ao trabalho não combinam, mas&#8230;Depois das férias chuvosas e resfriadas, cá estamos para mais um ano de luta. E até que observando aqui e ali, há algumas coisas boas para registrar ou que, pelo menos, inspiram esperanças. Já outras novidades merecem uma pequena nota de desagravo, para não perder o costume. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Calor e volta ao trabalho não combinam, mas&#8230;Depois das férias chuvosas  e resfriadas, cá estamos para mais um ano de luta. E até que observando aqui  e ali, há algumas coisas boas para registrar ou que,  pelo menos,  inspiram esperanças.  Já  outras novidades  merecem  uma pequena nota de desagravo, para não perder o costume. </p>
<p>A começar pelo novo mega-supermercado BIG (Walmart) inaugurado  recentemente.  Grande, de fato. Bonito, nem tanto. Custaria muito mais caro fazer um piso decente (ao invés de cimento crú) e colocar forro? Parece um depósito industrial e não um local de comércio varejista. Devem ter achado que o pessoal de Brusque é classe D. Ok, pelo menos as obras de acesso ao estabelecimento ficaram bem feitas. E há de se registrar a carência e a curiosidade da comunidade. Eita povaréu se aglomerando. Como bem disse um colunista aqui da cidade, até quem já se pensava morto há tempos apareceu no BIG nesses primeiros dias de 2012.</p>
<p>E falando em acessos e ruas, a cidade está ficando uma beleza com esse tal de tapete preto. Obras bem feitas, com sinalização, tudo como deve ser feito. Há muito que a cidade precisava disso, e agora o tempo está colaborando. Poderia até ter saído antes, não fosse  o complô da politicalha local que trabalha contra a cidade e a favor deles próprios. Agora já posso ir de casa ao trabalho (e olha que é bem longe) em boas estradas.  No entanto, ainda há muito o que fazer, e vou até registrar minhas solicitações: não esqueçam a rua do axé-music (Rua Azambuja), e a rua do Rainha (Rua Padre Antônio Eising).</p>
<p>No que diz respeito ao otimismo que todo início de ano inspira, o homem mais rico do Brasil e atual best seller com o livro <em>O X da Questão </em>, o sr. Eike Batista  (pronuncía-se  Áike Batista) deu uma entrevista à jornalista Sônia Bridi, passando sua receita de sucesso. Chamou a atenção alguns pontos:</p>
<p>1-	Aos empresários, que façam distribuição dos lucros e assim verão seus negócios prosperarem ao possibilitarem aos funcionários metas  e as respectivas conquistas. Nenhuma novidade, não é mesmo? Mas vindo do bilionário Eike, vai que inspire.</p>
<p>2-	Ao governo: regularize e fiscalize, deixando  para a iniciativa privada gerenciar aeroportos, portos, usinas, e tudo o mais que o país tem demanda em infra-estrutura. Mas não deixe todo o poder com os empresários, pois a ganância poderá ser nefasta também. Palavras do próprio.</p>
<p>3-	Até 2000, ele era conhecido apenas como o marido da Luma de Oliveira, mas já tinha 9 minas de ouro sendo exploradas. Bem, nessa parte da conversa  foi revelado o lado mítico de empreendedor e batalhador. Mas ele não disse que seu pai, durante décadas, foi presidente da Vale do Rio Doce e  era conhecedor do mapa completo dos tesouros enterrados  em solo brasileiro. Digamos que é bem mais fácil cavar ouro onde já se sabe que tem, não é?</p>
<p>4-	No geral, a percepção é a de que o grande empresário é extremamente otimista com o Brasil e que o nosso futuro como nação é glorioso para os próximos 20 anos.  São palavras inspiradoras e que motivam seus pares empresários ou empreendedores latentes a também procurar “suas minas”. </p>
<p>E como janeiro já está em curso, estou com picaretas à postos&#8230;deixarei para mais adiante outros fatos e observações para registrar nesse humilde espaço.</p>
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		<title>Coisas do Brasil&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 15:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em pleno domingo à tarde, decisão do campeonato nacional de futebol, a imprensa toda dando destaque ao evento e&#8230;o ministro do trabalho ¨pede demissão¨. Muito apropriadamente, ele escolheu a melhor data e horário, saindo à francesa, rumo às delícias da impunidade do país tropical. Mais um que se vai, e nada acontecerá. Gozará seu merecido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em pleno domingo à tarde, decisão do campeonato nacional de futebol, a imprensa toda dando destaque ao evento e&#8230;o ministro do trabalho ¨pede demissão¨. Muito apropriadamente, ele escolheu a melhor data e horário, saindo à francesa, rumo às delícias da impunidade do país tropical.</p>
<p>Mais um que se vai, e nada acontecerá. Gozará seu merecido descanso, depois da imprensa o ter ¨linchado em público¨. O Poder Judiciário acobertará tudo como sempre, e os milhões roubados serão bem utilizados em iates, mansões, helicópteros e uma vida de prazeres e facilidades. Tudo proporcionado, como disse um comentarista do jornal da Jovem Pan nessa manhã, pelo governo que mais apresentou casos de corrupção da história dessa república.</p>
<p>Nada disso, entretanto, tem relevãncia. O mais importante é que o Corinthians é campeão, o Flamengo tem sua vaga na Taça Libertadores garantida e todos os demais brasileiros não precisam mais se preocupar. Muito menos o ex-ministro do trabalho, que ficou sem trabalho. </p>
<p>Ps.: O coitado nem poderá sacar o FGTS, já que foi ele que pediu demissão.</p>
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		<title>My mind is empty</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 00:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha mente está vazia. Ultimamente ando bloqueado para escrever sobre qualquer coisa, mas vamos lá. A corrupção em Brasília é um clichê que já não apetece mais ninguém. O jogo “Qual ministro cai essa semana?” já ficou sem graça. Os buracos de Brusque? Só rezando para não chover mais e acabar logo essa infinidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mente está vazia. Ultimamente ando bloqueado para escrever sobre qualquer coisa, mas vamos lá. A corrupção em Brasília é um clichê que já não apetece mais ninguém. O jogo “Qual ministro cai essa semana?” já ficou sem graça.  Os buracos de Brusque? Só rezando para não chover mais e acabar logo essa infinidade de valas. A inépcia do governo estadual? Chato saber que aqui na Santa e Bela Catarina propositalmente fazem vista grossa e há conluio para não mandar para cá os recursos para a cidade se recuperar das enchentes. A política é mesmo uma coisa nojenta no Brasil. Entretanto  existem lugares piores, sabem os que lêem alguma coisa.</p>
<p>A ONU divulgou há poucos dias o ranking do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – que mede mais ou menos o grau de bem estar geral mundo afora. E o Brasil, pasmem, avançou uma casa. Agora já  somos o 84˚ país numa lista com mais de 180. Nem consegui dormi direito de tanta emoção. Pífia, para não dizer ridícula, é a nossa posição. Falta muito para chegar no nível do Chile (44°), Argentina (45˚) e Uruguai (48°), só para ficar aqui nas redondezas.  Entre os BRIC’s,  somos o menos  ruim. Melhores que na África também. Que bom, não é? Mesmo assim, levará ainda 35 anos, aproximadamente, para que o Brasil Varonil chegue no nível onde hoje estão os norte-americanos, noruegueses, etc.</p>
<p>Um consolo tolo foi ler sobre os 20 anos da derrocada do comunismo na Rússia e adjacências, cujo aniversário se dará em dezembro próximo. Hoje em dia os russos já podem comprar o que quiserem, viajar, curtir baladas, etc.  Só não podem votar.  É uma pseudo-democracia, um jogo de cartas marcadas. É como um Maranhão com neve, só que bem maior. Apenas  um homem manda, e entra no governo quem o grupinho do poder  deixar (pagando muita propina, dizem).  Nesse ponto, pensava eu que os russos eram mais evoluídos. Mas parece que com as décadas de comunismo, a política local atrofiou.</p>
<p>E falando em comunismo, outro dia recebi um comentário de um socialista me esculachando, sobre uma postagem feita há um ano (05.11.10), chamada  “Ensinando o socialismo para crianças”.  Burguês foi uma das palavras mais elogiosas recebidas. Claro que não publiquei a tagarelice infame do sujeito, pois não vou dar espaço aqui nesse meu  pequeno reino para que puxa-sacos  esquerdistas (e funcionário público, presumi)  venham achincalhar.  Debates são bem vindos, até sugestões. Elogios mais ainda, confesso. Agora quem quiser fazer apologia ao maravilhoso mundo socialista que faça um blog próprio.  Estou certo? </p>
<p>Enfim, para quem não estava muito disposto a  prosear, até que rendeu uns bons quatro parágrafos. Agora chega! Vamos economizar sinapses, pois não se sabe o dia de amanhã.</p>
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		<title>No país do faz-de-conta</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 16:02:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[construção naval]]></category>
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		<description><![CDATA[Já dizia Nelson Rodrigues (acho que foi ele): ¨Toda unanimidade é burra¨. Pois bem. Ao ler reportagens como a do link abaixo, da Veja dessa semana, um sentimento de profunda burrice domina o meu ser. Surgem toda semana fatos novos provenientes do desmando do nosso ex-mandatário, o queridinho do povo iludido. Eu sei que falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já dizia Nelson Rodrigues (acho que foi ele): ¨Toda unanimidade é burra¨.</p>
<p>Pois bem. Ao ler reportagens como a do<strong> link abaixo</strong>, da Veja dessa semana, um sentimento de profunda burrice domina o meu ser. Surgem toda semana fatos novos provenientes do desmando do nosso ex-mandatário, o queridinho do povo iludido. Eu sei que falar mal do Lula ou dos políticos em geral é chover no molhado.  Mas é perturbador saber que as ordens de um único homem torraram bilhões de reais inutilmente.  Onde já se viu entregar à trabalhadores de canavial a tarefa de montar um navio-petroleiro? Só no Brasil mesmo. Nada contra a iniciativa de fomentar uma indústria naval, em um estado do Nordeste. Mas tinha que começar logo fazendo um petroleiro? Só podia dar no que deu.</p>
<p><strong>Segue a notícia: </strong><a href='http://www.dubiella.com.br/brasil/no-pais-do-faz-de-conta/attachment/joaocandido/' rel='attachment wp-att-1260'>joaocandido</a></p>
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		<title>Celeiro de que?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 22:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De corruptos, oras&#8230; Desde muito tempo, remontando a Era Getúlio Vargas, vem a expressão “Brasil, celeiro do mundo”, que enfatiza o potencial da agricultura do país. De fato, quem acompanha um pouco o Globo Rural, ou se dedica a ler alguma coisa sobre exportação e produção agrícola, reconhece o privilégio de termos o clima e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De corruptos, oras&#8230;</p>
<p>Desde muito tempo, remontando  a Era Getúlio Vargas,  vem a expressão “Brasil, celeiro do mundo”, que enfatiza o potencial da agricultura do país. </p>
<p>De fato, quem acompanha um pouco o Globo Rural, ou se dedica a ler alguma coisa sobre exportação e produção agrícola, reconhece o privilégio de termos o clima e as  demais condições excelentes para o agrobusiness.  É um verdadeiro “pré-sal” verde!  Mas infelizmente, na condução dessa riqueza,  colocaram uma verdadeira quadrilha, como revelado nas  últimas semanas pela grande imprensa. </p>
<p>Esse jargão “celeiro do mundo”  pode agora ser atualizado para “celeiro de corruptos do mundo”. Nunca antes na história desse país, parafraseando o nosso ex-auto-endeusado-presidente, houve tantos escândalos na Capital Federal.  Virou uma commoditie, como  soja, café, açúcar&#8230;mas do tipo de commoditie que infelizmente não dá para exportar. Só armazenar  no estoque regulador da Conab.</p>
<p>Já se vão mais de 500 anos que Pero Vaz de Caminha  relatava ao rei de Portugal que aqui no Brasil, se plantando, tudo dá.  Os números abaixo colaboram com a profecia:</p>
<p>Açúcar – 42% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação</p>
<p>Etanol – 51% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação</p>
<p>Café – 26% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação</p>
<p>Suco de laranja – 29% da produção mundial, primeiro lugar na produção e exportação </p>
<p>Soja – 35% da produção mundial, segundo lugar na produção e exportação</p>
<p>Milho- 35% da produção mundial, sendo o quarto maior produtor e terceiro na exportação</p>
<p>E ainda lidera na produção pecuária:  maior exportador de carne de frango, maior rebanho bovino e líder mundial na exportação de carne.  A Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – é reconhecida internacionalmente  pelos avanços científicos em prol da agricultura.<br />
Enfim, tudo é superlativo na agricultura brasileira, assim como infelizmente grandiosa é a roubalheira e os desmandos da classe política mais podre do planeta, que compromete seriamente as  décadas  de trabalho de milhões de brasileiros. </p>
<p>Não está nada fácil para o cidadão separar o joio do trigo&#8230;</p>
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		<title>Chuvoso julho</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 23:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Copa]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram cinco domingos em julho&#8230;Frios, cinzentos, molhados. No aconchego do lar-doce-lar, comendo, vendo TV, e comendo, e lendo. Quanto mais me empanturro de informação, mais cinza o mundo em volta parece. Os buracos se multiplicam na cidade. Os corruptos se multiplicam em Brasília. E até nos Estados Unidos, quem diria, fala-se em calote. Estamos mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram cinco domingos em julho&#8230;Frios, cinzentos, molhados. No aconchego do lar-doce-lar, comendo, vendo TV, e comendo, e lendo. Quanto mais me empanturro de informação, mais cinza o mundo em volta parece. Os buracos se multiplicam na cidade. Os corruptos se multiplicam em Brasília. E até  nos Estados Unidos, quem diria, fala-se em calote. Estamos mesmo num período nebuloso. </p>
<p>Ler sobre as obras da Copa me dá vergonha, por exemplo.  Talvez porque a Copa vai passar (ou está passando) por cima de Santa Catarina, não fomos atingidos e não percebemos nada sendo feito. Mas parece que mesmo onde haverão jogos, de fato nada está a contento. Quando se sabe que não temos hospitais, estradas, ferrovias, escolas&#8230;Fazer o Itaquerão, para o time de coração do Lula ter um estádio suntuoso, pago com dinheiro público&#8230;é de chorar em grego.</p>
<p>Aliás, não será a Grécia de hoje (quebrada) o Brasil de 2020? Só para relembrar: os gregos tanto insistiram que em 2004 sediaram as Olimpíadas. Estádio novo, metrô, e todas as demais instalações. Seis anos depois, estão de joelhos, com os demais países da Zona do Euro fazendo empréstimos e perdoando a dívida em partes.  Ao que parece, os gregos, assim como outros países mais ao sul  do Velho Continente, são uma espécie de “nordeste brasileiro”.  Receberam muito dinheiro sem a contra-partida de fazer as coisas do jeito correto. A conta agora está sendo cobrada. </p>
<p>Tudo leva a crer que o Brasil caminha para o mesmo destino. Vamos torrar bilhões para eventos esportivos. Elefantes brancos consumirão rios de dinheiro. Há os que defendem,  dizendo que as obras para a Copa e as Olimpíadas gerarão muitos empregos. Mas acho que os mesmos empregos poderiam ser gerados fazendo-se obras de infra-estrutura necessárias há décadas. Ou seja, não é necessário fazer uma Copa para que se façam estradas, aeroportos, etc, etc, etc. É uma falácia. Quem pagará a conta? Mais algumas gerações de brasileiros mantidos na ignorância futebolística, presumo.</p>
<p>Preciso de alguns dias ensolarados para ler menos e me alienar um pouco.</p>
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		<title>O Assalto</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 20:11:09 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[Não. O assalto em questão não se trata do que os políticos brasilerios praticam no dia a dia, sem armas ou violência explícita. É sobre o filme O Assalto ao Banco Central, que retrata com competência a história do maior roubo a banco já cometido em terras tupiniquins e um dos maiores já resgistrados no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não. O assalto em questão não se trata do que os políticos brasilerios praticam no dia a dia, sem armas ou violência explícita. É sobre o filme <strong>O Assalto ao Banco Central</strong>, que retrata com competência a história do maior roubo a banco já cometido em terras tupiniquins e um dos maiores já resgistrados no mundo inteiro. Se é coisa ruim,  temos que estar entre os tops, claro.</p>
<p>Nesse filme, me  parece que não se perderam no roteiro, como já ocorreu em outras produções nacionais. Chega a lembrar em algumas partes O Plano Perfeito, outro filme de assalto a banco, muito bom. Toda a brasilidade, por assim dizer, é muito bem apresentada. Palavrões em profusão, uma sacanagem básica, um pouco de violência, com algumas cenas cômicas. Dentre elas, a de um comunista de carteirinha se refestelando em Paris, como ocorre com alguns notórios bandidos de terno e gravata (e eleitos) que sempre se dão bem na vida real.</p>
<p>Acho que vale a pena assistir. É didático! Aula de Brasil.</p>
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		<title>Por que a sociedade brasileira não se indigna?</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 17:15:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Globo News]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Painel]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que a sociedade brasileira não se indigna? Foi com essa pergunta que o jornalista Willian Waack abriu o último programa de debates Globo News Painel. Os analistas convidados iniciaram seus comentários sobre um artigo que um jornalista espanhol do El Pais escreveu recentemente, falando sobre a anestesia que envolve a sociedade brasileira em relação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por que a sociedade brasileira não se indigna?</strong></p>
<p>Foi com essa pergunta que o jornalista Willian Waack abriu o último programa de debates Globo News Painel. Os analistas convidados iniciaram seus comentários sobre um artigo que um jornalista espanhol do El Pais escreveu recentemente, falando sobre a anestesia que envolve a sociedade brasileira em relação aos sucessivos escândalos de corrupção.</p>
<p>Entre comparações com outras sociedades, contextualizações históricas e outras informações pertinentes à questão-foco do debate, me chamou mais a atenção as intervenções de um dos analistas, o professor Marco Antônio Villa, da Federal de São Carlos. Caiu como uma luva para uma das minhas opiniões formadas.</p>
<p>O Poder Judiciário, da forma como está constituído no Brasil, é um dos grandes males para a profusão de sucessivos casos de roubalheira. Diferentemente dos poderes Executivo e Legislativo, sujeitos à opinião pública e ao desgaste político, no Judiciário predomina uma ¨caixa preta¨ onde a sociedade brasileira não tem acesso.</p>
<p>Aos pegos em flagrante, a justiça faz o que pode e o que não pode para protelar os processos até que os caras-de-pau da política brasileira estejam livres para aprontar novamente. O professor citou alguns casos emblemáticos:</p>
<p>- O Collor foi considerado culpado pelo Legislativo, perdeu o mandato e&#8230;passado alguns anos, a justiça o inocentou de tudo.</p>
<p>- O Maluf não pode viajar para mais de 100 países sob o risco da Interpol prendê-lo. A foto dele está entre as pessoas procuradas no site<br />
da Interpol. Mas no Brasil, anda leve e solto e é até recebido pela Presidência da República como aliado político.</p>
<p>- Os mensaleiros estão todos soltos. O maior esquema já revelado de corrupção nacional não rendeu nada além da venda de jornais e revistas.</p>
<p>Foram vários os exemplos para demonstrar que no Brasil o Poder Judiciário está de mãos dadas com as figuras mais torpes. Seria, obviamente, muito simplista atribuir aos magistrados e advogados os males da nossa sociedade. Tanto que o debate ampliou para outras questões que vão além da promiscuidade entre os políticos e a justiça.</p>
<p>Uma das conclusões do debate: os brasileiros estão com um cansaço político, e que se vêem sem voz para mudar o que quer que seja, pois todos os exemplos mais recentes de corrupção redundaram em absolutamente nada. </p>
<p>Uma outra questão levantada:   no Brasil de hoje a economia vai bem, e portanto os brasileiros não estão interessados em reclamar  por justiça. As elites estão ganhando muito dinheiro, e os pobres estão ganhando o seu bolsa-família. Sendo assim, todos estão mais ou menos satisfeitos e o ¨deixa-roubar¨ ficou brasileiramente instituído. </p>
<p>E se aventou também sobre um traço cultural da nossa sociedade, o tal jeitinho brasileiro. Ele é tido como a ante-sala da corrupção.  O ¨se eu estivesse lá também roubaria&#8221; é comum de se ver e ouvir. Herança ibérica? Talvez&#8230;Massas mantidas na miséria e ignorância por décadas, com certeza.  No Brasil, as vantagens individuais sempre tiveram total primazia sobre o bem coletivo. </p>
<p>Todas essas coisas e muitas outras, enfim,  servem para dar uma resposta às causas da nossa paralisia. Mas a pergunta acima ainda precisará ressoar em muitas mentes e corações para uma mudança de atitude.</p>
<p>Sobre o programa <strong>Painel</strong>, para quem não pode acompanhar pela TV, todos os debates estão disponíveis na internet. São discussões interessantes, de temas pontuais sobre os fatos jornalísticos recentes, sempre muito bem conduzidas pelo jornalista Willian Waack. </p>
<p>Acesse: http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-painel/v/convidados-falam-sobre-a-onda-de-corrupcao-no-brasil/1567194/#/Todos os vídeos/page/1</p>
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		<title>O Prejuízo do Acre</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 23:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Acre]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[A História, assim como outras áreas do conhecimento humano ensinadas nas escolas, deveria ser apresentada como algo em permanente mutação. Muitas daquelas verdades absolutas, passadas nos anos oitenta e noventa – meu período de estudante &#8211; já caíram em desuso por novas descobertas ou por revisões dos fatos ocorridos. Para além do conteúdo raso daquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A História, assim como outras áreas do conhecimento humano ensinadas nas escolas,  deveria ser apresentada como algo em  permanente mutação. Muitas daquelas verdades absolutas,  passadas nos anos oitenta e noventa – meu período de estudante &#8211;  já caíram em desuso por novas descobertas ou por revisões dos fatos ocorridos.  Para além do conteúdo raso daquele tempo, segue  algumas pérolas sobre a nossa expansão territorial.</p>
<p>Extraído de um livro muito interessante: o <strong>Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil</strong>, o autor Leandro Narloch  apresenta personagens e fatos da nossa História  sob uma nova perspectiva, até irônica, eu diria. Um dos fatos mais saborosos para rever é a compra do Acre.</p>
<p>Aprendemos que o grande Barão do Rio Branco negociou a aquisição desse estado, lá no início do século 20. Sem  muitos detalhes e sem saber muito das conseqüências sobre tal ato. Mais recentemente, o atual presidente da Bolívia, de quem o Brasil comprou aquele território, soltou uma bravata, dizendo que o Acre foi trocado por um cavalo. Na verdade foi bem mais caro do que um pangaré.  Dois milhões de libras, na época. </p>
<p>Era uma terra de ninguém, mais ocupada por bolivianos do que brasileiros, e só decidiram pela compra porque o pessoal da Bolívia estava querendo terceirizar para os americanos aquele pedaço de mato, onde havia muitas seringueiras que poderiam render alguma borracha.</p>
<p>O fato mais relevante é o que vem depois,  na minha opinião.  Passadas algumas décadas, um século praticamente, o investimento nunca se pagou.  Por exemplo: é um estado que arrecadou  em 2007 177 milhões de reais, mas recebeu do orçamento federal 605 milhões. Só os três senadores e os oito deputados federais do Acre custam quase a metade da arrecadação anual deles. O déficit anual é superior à 400 milhões de reais.</p>
<p>Fazendo uma conta retroativa:  supondo que apenas uma parte desse valor – 280 milhões, para ficar no exemplo do autor &#8211;   fosse multiplicado por 100 (gastos  anualmente de 1908 até 2008),  teríamos  um total de 28 bilhões “investidos “ no Acre.  Seguindo na suposição, e considerando os gastos na ampliação do metrô de São Paulo em 2007, se o dinheiro torrado no Acre fosse aplicado no sistema metroviário paulistano, seria possível que  hoje houvesse mais de 320 quilômetros de linhas, equiparando-se ao metrô de Paris. Muito mais útil para um número infinitamente maior de brasileiros, não é?</p>
<p>Voltando para o presente: o Congresso Nacional aprovou recentemente que no Pará se faça um plebiscito para que seus cidadãos votem pela partilha daquele estado. Poderá em breve existir o estado de Tapajós e o estado de Carajás, além do próprio Pará. Ou seja, mais dois Acres que em 2111 os alienígenas estarão subsidiando. Pensem em mais 6 senadores no Norte e mais tantos deputados. É a visão do inferno fiscal.</p>
<p>Nota-se que  fatos históricos nunca se isolam no tempo e no espaço. Sempre ocorrem inúmeros desdobramentos e grandes números. E alguns milhões de tolinhos pagam a conta de  atos ufanistas e patrióticos.</p>
<p>Há vários outros assuntos e personagens interessantes. É uma leitura divertida e esclarecedora. Mas lembre-se: em se tratando de História, tudo pode ser revisto no futuro.</p>
<p>PS.: nada contra os acreanos; é a luz dos fatos e principalmente do bolso  mostrando que não foi um bom investimento.</p>
<p>Para saber mais:  autor Leandro Narloch, editora Leya.</p>
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		<title>Natureza Brasileira</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 21:19:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[A foto abaixo poderia representar muitas coisas, sendo a  mãe solidária com seus filhotes a imagem mais óbvia.  Mas também poderia ser o exemplo do que ocorre em muitas empresas ou outros agrupamentos humanos: alguém sempre carrega alguns  que só fazem peso e sombra. E ainda, como uma metáfora visual,  ilustra  muito bem a sociedade brasileira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A foto abaixo poderia representar muitas coisas, sendo a  mãe solidária com seus filhotes a imagem mais óbvia.  Mas também poderia ser o exemplo do que ocorre em muitas empresas ou outros agrupamentos humanos: alguém sempre carrega alguns  que só fazem peso e sombra.</p>
<p>E ainda, como uma metáfora visual,  ilustra  muito bem a sociedade brasileira, desde o longíquo periodo colonial até &#8211; e principalmente &#8211; a república contemporânea vermelha. O povo carregando nossos políticos. Todos, todos&#8230;do executivo ao legislativo, os magistrados e demais membros do judiciário, e toda sorte de funcionários públicos da ativa ou aposentados e mega-remunerados,  como se aqui fôssemos uma espécie de Escandinávia Tropical.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-872" href="http://www.dubiella.com.br/brasil/natureza-brasileira/attachment/povo/"><img class="alignleft size-medium wp-image-872" title="Povo" src="http://www.dubiella.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Povo-520x347.jpg" alt="" width="520" height="347" /></a></p>
<p>Enquanto houver forças &#8211; e paciência, e alienação , etc etc -  carregaremos nossos bichinhos&#8230;Estão crescendo rápido, e engordando dia a dia. Num futuro não muito distante, será que daremos conta?</p>
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