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	<title>Dubiella &#187; cultura</title>
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	<description>O que dá na telha, lá em Brusque</description>
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		<title>Dialeto Brusquense</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 01:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas palavras e expressões, comuns aqui na Terra dos Marrecos, soam estranhas aos forasteiros. Tem de tudo um pouco, mas sobrepõe-se as pronúncias incorretas, perpetuadas por gerações, pela ¨mistureba¨ entre o português e os dialetos trazidos pelos imigrantes, mas também pelas precárias condições de alfabetização que se tinha então. Confesso que algumas dessas ¨pérolas¨ eram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas palavras e expressões, comuns aqui na Terra dos Marrecos, soam estranhas aos forasteiros. Tem de tudo um pouco, mas sobrepõe-se as pronúncias incorretas, perpetuadas por gerações, pela ¨mistureba¨ entre o português e os dialetos trazidos pelos imigrantes, mas também pelas precárias condições de alfabetização que se tinha então. Confesso que algumas dessas ¨pérolas¨ eram ditas por mim, tal qual abaixo. Mas sempre há tempo para corrigir, embora alguns sejam incorrigíveis. Tais palavras, que me remetem à tempos idos, eram tão estranhas. Consultando hoje o dicionário, algumas delas estão lá, significando mais ou menos a mesma coisa. E há também, claro, os ditos populares. Esses sim, traduzindo a cultura (para alguns, a falta de) da amada terrinha.</p>
<p><strong>Morrendo de fome</strong>: faminto, esfomeado. Segundo uma pessoa que já viajou por metade desse mundo, esse dito é praticamente uma expressão endêmica!</p>
<p><strong>Tempos do Itla</strong>:  para especificar a época de Hitler, ou Segunda Guerra. Muito comum por essas bandas os ¨causos¨ dos alemães.</p>
<p><strong>Beneficiente</strong>: beneficente&#8230;mas o erro acabou institucionalizado, gravando-se na parede de um grande clube da cidade.</p>
<p><strong>Ontonti</strong>: antes de ontem. Se ouve assim: ¨Ontonti fui pra cidade fazer compra¨ ou seja, fulana foi, antes de ontem, no supermercado.</p>
<p><strong>Trabisseiro</strong>: travesseiro. ¨Tu qué um ou dois trabisseiros pra dormir?¨</p>
<p><strong>Sinaleira</strong>: semáforo. ¨Deu uma batida na sinaleira do Arca”</p>
<p><strong>Suêta</strong>: suéter, blusa de manga longa</p>
<p><strong>Fófi</strong>: fósforos</p>
<p><strong>Parteleira</strong>: Prateleira, lugar para por os pratos, utensílios, etc&#8230;Bendito R!</p>
<p><strong>Tramela</strong>:  taramela, peça de madeira que gira em torno de um prego para fechar a porta, porteira, portão.</p>
<p><strong>Retrós</strong>: Achava estranho, mas é assim mesmo que se chama o carretel com linha para costurar. Ainda me lembro: ¨Vai lá na venda e compra um retrós dessa cor!” e lá ia eu com um pedacinho de pano e uns trocados.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">E as comidas&#8230;e bebidas</span>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Pão da venda</strong>: pãozinho francês (em oposição ao pão ¨feito em casa¨)<br />
<strong>Murcilha</strong>: a tal morcela que, uma vez visto como é feita, nunca se quer provei<br />
<strong>Fato</strong>: dobradinha, idem ao tópico anterior.<br />
<strong>Machuchu</strong>: também conhecido pela forma abreviada, chuchu.
</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ximia</strong>:  doce de ovos e açúcar, para comer  com pão (caseiro ou ¨da venda¨).</p>
<p><strong>Mús:</strong> corruptela de mousse, que na verdade eram as geléias feitas em casa, de banana, abóbora com côco, etc.  Se dizia: ¨hoje só tem pão com mús&#8221; .</p>
<p><strong>Gasosa</strong>: refrigerante barato, hoje mais conhecido como tubaína e afins. Uma ¨laranjinha¨ou ¨gasosinha¨ era um refri num recipiente bem pequeno.<br />
<strong>Kisuco e Kapilé</strong>: acho que eram marcas de uso bastante comum&#8230;Kapilé era um xarope, ou groselha, diluído na água&#8230;todo aniversário de pobre tinha!<br />
Kisuco era o pó para fazer suco&#8230;Se dizia: ¨hoje não tem kisuco?¨ Ou então: ¨Hoje tem kapilé de laranja!¨</p>
<p><strong>Iorgute</strong>: custa colocar o R no lugar? Iogurte, com lactobacilos vivos&#8230;etc.</p>
<p><strong>Surrasco</strong>: Churrasco, peloamordeDeus&#8230;</p>
<p><strong>Mortandela</strong>: essa é clássica&#8230;as vezes escorrego.  Meio quilo de<strong> Mortadela</strong>, por favor!</p>
<p><strong>Roupa Velha</strong>: carne seca (charque) frita com ovos e cebolinha verde&#8230;Humm, bom.</p>
<p><strong>Minestra</strong>: feijão cozido com macarrão&#8230;para alguns, feijão cozido com arroz. </p>
<p><strong>Coruja</strong>: Calma, não é a ave. Rosca, feita de polvilho, não sei ao certo. Aqui na terrinha é apreciada com <strong>queijinho</strong> (nome nativo dado à ricota mole, mais chique).</p>
<p><strong>Massinha</strong>: não é a brincadeira de jardim de infância. É um pão doce, coberto com farofa, algumas com creme de baunilha.</p>
<p> <span style="color: #ff0000;">E as doenças</span>&#8230;</p>
<p><strong>Furunco</strong>: furúnculo<br />
<strong>Berno</strong>: Berne<br />
<strong>Trisa</strong>: icterícia<br />
<strong>Gumitar</strong>: vomitar</p>
<p><span style="color: #ff0000;">E os bichos</span>&#8230;</p>
<p><strong>Jaguara</strong>: vira-latas<br />
<strong>Bucica</strong>: cadela<br />
<strong>Largato e largatixa</strong>: lagarto e lagartixa, colocando-se o R no devido lugar.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">E as flores&#8230;e o jardim</span>:</p>
<p><strong>Gebra</strong>: gérbera<br />
<strong>Antúlio</strong>: antúrio<br />
<strong>Rabo de macaco</strong>: um tipo de samambaia<br />
<strong>Rastel</strong>: rastelo</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Geografia&#8230;</span> </p>
<p><strong>Vou pra baixo amanhã</strong>: ou seja, vou pra praia, pro litoral&#8230;</p>
<p><span style="color: #ff0000;">Alguns sobrenomes&#8230;</span> </p>
<p><strong>Kôla, Kêla</strong>:  Koehler</p>
<p><strong>Habistróita</strong>: Habitzreuter </p>
<p><strong>Bítna</strong>: Buettner&#8230;.Beltrano trabalha nos Bítna (Buettner S/A)&#8230;ouve-se muito isso.</p>
<p><strong>Schlésa</strong>: Schlösser&#8230;Meu pai trabalhou trinta anos na Schlésa (Cia. Industrial Schlösser)</p>
<p>A relação de sobrenomes e ¨pronúncias¨ abrasileiradas vai longe&#8230;</p>
<p>E a lista geral apenas começou hoje&#8230;Assim como as Capitais Catarinenses, é possível ir se adicionando novas ¨velhas¨ palavras e expressões coloquiais, afim de preservar a língua viva (ainda que errada). Desde já agradeço as contribuições que tem chegado.</p>
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