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	<title>Dubiella &#187; História</title>
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	<description>O que dá na telha, lá em Brusque</description>
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		<title>O Prejuízo do Acre</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 23:35:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A História, assim como outras áreas do conhecimento humano ensinadas nas escolas, deveria ser apresentada como algo em permanente mutação. Muitas daquelas verdades absolutas, passadas nos anos oitenta e noventa – meu período de estudante &#8211; já caíram em desuso por novas descobertas ou por revisões dos fatos ocorridos. Para além do conteúdo raso daquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A História, assim como outras áreas do conhecimento humano ensinadas nas escolas,  deveria ser apresentada como algo em  permanente mutação. Muitas daquelas verdades absolutas,  passadas nos anos oitenta e noventa – meu período de estudante &#8211;  já caíram em desuso por novas descobertas ou por revisões dos fatos ocorridos.  Para além do conteúdo raso daquele tempo, segue  algumas pérolas sobre a nossa expansão territorial.</p>
<p>Extraído de um livro muito interessante: o <strong>Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil</strong>, o autor Leandro Narloch  apresenta personagens e fatos da nossa História  sob uma nova perspectiva, até irônica, eu diria. Um dos fatos mais saborosos para rever é a compra do Acre.</p>
<p>Aprendemos que o grande Barão do Rio Branco negociou a aquisição desse estado, lá no início do século 20. Sem  muitos detalhes e sem saber muito das conseqüências sobre tal ato. Mais recentemente, o atual presidente da Bolívia, de quem o Brasil comprou aquele território, soltou uma bravata, dizendo que o Acre foi trocado por um cavalo. Na verdade foi bem mais caro do que um pangaré.  Dois milhões de libras, na época. </p>
<p>Era uma terra de ninguém, mais ocupada por bolivianos do que brasileiros, e só decidiram pela compra porque o pessoal da Bolívia estava querendo terceirizar para os americanos aquele pedaço de mato, onde havia muitas seringueiras que poderiam render alguma borracha.</p>
<p>O fato mais relevante é o que vem depois,  na minha opinião.  Passadas algumas décadas, um século praticamente, o investimento nunca se pagou.  Por exemplo: é um estado que arrecadou  em 2007 177 milhões de reais, mas recebeu do orçamento federal 605 milhões. Só os três senadores e os oito deputados federais do Acre custam quase a metade da arrecadação anual deles. O déficit anual é superior à 400 milhões de reais.</p>
<p>Fazendo uma conta retroativa:  supondo que apenas uma parte desse valor – 280 milhões, para ficar no exemplo do autor &#8211;   fosse multiplicado por 100 (gastos  anualmente de 1908 até 2008),  teríamos  um total de 28 bilhões “investidos “ no Acre.  Seguindo na suposição, e considerando os gastos na ampliação do metrô de São Paulo em 2007, se o dinheiro torrado no Acre fosse aplicado no sistema metroviário paulistano, seria possível que  hoje houvesse mais de 320 quilômetros de linhas, equiparando-se ao metrô de Paris. Muito mais útil para um número infinitamente maior de brasileiros, não é?</p>
<p>Voltando para o presente: o Congresso Nacional aprovou recentemente que no Pará se faça um plebiscito para que seus cidadãos votem pela partilha daquele estado. Poderá em breve existir o estado de Tapajós e o estado de Carajás, além do próprio Pará. Ou seja, mais dois Acres que em 2111 os alienígenas estarão subsidiando. Pensem em mais 6 senadores no Norte e mais tantos deputados. É a visão do inferno fiscal.</p>
<p>Nota-se que  fatos históricos nunca se isolam no tempo e no espaço. Sempre ocorrem inúmeros desdobramentos e grandes números. E alguns milhões de tolinhos pagam a conta de  atos ufanistas e patrióticos.</p>
<p>Há vários outros assuntos e personagens interessantes. É uma leitura divertida e esclarecedora. Mas lembre-se: em se tratando de História, tudo pode ser revisto no futuro.</p>
<p>PS.: nada contra os acreanos; é a luz dos fatos e principalmente do bolso  mostrando que não foi um bom investimento.</p>
<p>Para saber mais:  autor Leandro Narloch, editora Leya.</p>
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		<title>Relatos  dos viajantes</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 02:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há alguns dias me deparei com um livrinho que prontamente me despertou o interesse ao ler o título: Itajahy na visão dos viajantes. A curiosidade por saber mais sobre nossas origens sempre me move. E o conteúdo dessa pequena obra me brindou com relatos interessantes, satisfazendo esse anseio de saber como que viviam, o porquê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias me deparei com um livrinho que prontamente me despertou o interesse ao ler o título: <em><strong>Itajahy na visão dos viajantes</strong></em>. A curiosidade por saber mais sobre nossas origens sempre me move. E o conteúdo dessa pequena obra me brindou com relatos interessantes, satisfazendo esse anseio de saber como que viviam, o porquê e como vieram para cá – Brusque e região – os desbravadores desse pedaço do Brasil.</p>
<p>O relato inicial, especialmente,  conta com bastante fluidez uma verdadeira epopéia das famílias <strong>Pöpper, Bruns e Hort</strong>, sobrenomes bastante conhecidos aqui na cidade. Segue abaixo algumas curiosidades relatadas por Heinrich Pöpper, que viveu em Brusque parte da sua infância e juventude, e que mais tarde retornou à Alemanha:</p>
<p>Decepcionados com a vida na região Helmsted, a família Pöpper , entre os anos 1868 e 1869, mudou-se para o Brasil. O governo brasileiro incentivava a imigração na época, pagando a passagem, uma ajuda de custo, etc. Em Hamburgo, onde aguardavam a liberação e o embarque, conheceram as duas famílias que, como eles, decidiram emigrar: os Bruns e os Hort. Foram 91 dias de viagem entre Hamburgo e o porto da Barra, como chamavam os habitantes de Itajaí na época, a bordo do veleiro Humboldt. Tempestades, calmarias, sarna, piolhos, mortes&#8230;Foi uma viagem angustiante e sofrida.</p>
<p>Antes de partir da Alemanha, sabendo que do lado de cá nada encontrariam além das matas para desbravar, o Sr. Pöpper comprou muitos tecidos com sua reserva de dinheiro. Acreditava que poderia vender a mercadoria na nova colônia, rendendo um bom invesimento. Mal sabia ele que a “esperteza” brasileira os aguardava. Nos dias que esperaram em Itajaí para seguir a viagem final até Brusque, as 17 caixas com tecidos “sumiram” do galpão da alfândega. Anos mais tarde, já estabelecidos na colônia, comprariam os tecidos que eles mesmos trouxeram, pelo triplo do preço.</p>
<p>A viagem Rio Itajaí-Mirim acima foi outra aventura. Oito dias em uma balsa, puxada manualmente com cordas amarradas nas árvores da beirada do rio, para vencer a correnteza. Nos 55 quilômetros do trajeto da época, foram muitas pernoites em acampamentos, contando apenas com a hospitalidade de alguns poucos que já haviam se estabelecido. Se imaginarmos que hoje reclamamos quando demora-se mais de 30 minutos entre Brusque e Itajaí em função do trânsito, pode-se considerar isso um acinte, não é mesmo?</p>
<p>Os Pöpper e os Bruns foram agraciados com lotes localizados em Lajeado (hoje, Guabiruba), e os Hort foram para outra parte da colônia (possivelmente Cedro – Dom Joaquim). Com o passar dos anos e as muitas dificuldades, foram trocando de lotes e estabelecendo-se em outros pontos da colônia, adquirindo inclusive lotes abandonados por alguns colonos, que desistiam primariamente do Sul do Brasil.</p>
<p>A prosperidade alcançada pelos Pöpper, entretanto,  propiciou que parte da família retornasse após algumas décadas para a Alemanha, adquirindo terras por lá. E em mais alguns anos, Heinrich Pöpper, o relator dessa história, que havia chegado em Brusque com menos de 10 anos, partiria também, já homem feito, casado, com sua esposa (uma Bruns, ora pois) para juntar-se aos demais familiares que haviam vivido  nas terras ondem hoje moramos.</p>
<p>Nesses dias que antecedem a comemoração dos <strong>150 anos da fundação de Brusque</strong>, relatos como o de Henrich Pöpper nos dão uma idéia de quão sofrida e trabalhosa foi a vida daqueles que se arriscaram pelos mares para aqui chegar e construir do nada uma região reconhecida como uma das mais prósperas do Sul.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong> Itajahy na visão dos viajantes, de Saulo Adami e Tina Rosa, S&amp;T Editores.  Na Banca Jardim há alguns exemplares.</p>
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		<title>A origem vira-lata do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 15:39:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segue um artigo interessante, escrito pelo colunista de Veja, Cláudio de Moura Castro. O artigo traz de forma sintetizada informações sobre a nossa evolução como nação, que valem a pena sabermos para entender até aonde chegamos. Acesse aqui:  a origem viralata]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue um artigo interessante, escrito pelo colunista de <em>Veja</em>, Cláudio de Moura Castro.<br />
O artigo traz de forma sintetizada informações sobre  a nossa evolução como nação, que valem a pena sabermos para entender até aonde chegamos.</p>
<p><strong>Acesse aqui</strong>:  <a href="http://www.dubiella.com.br/wp-content/uploads/2010/07/a-origem-viralata.pdf">a origem viralata</a></p>
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		<title>“Náufragos, Traficantes e Degredados”</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Bueno]]></category>
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		<description><![CDATA[510 anos depois&#8230; O título desse post foi retirado de um dos livros escritos pelo historiador Eduardo Bueno, adquirido em 2000, por ocasião dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. Dez anos se passaram e cá estamos. Outro 22 de abril. Sem náufragos, mas sobrando degredados  dos mais variados tipos, e traficantes – de drogas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>510 anos depois&#8230;</p>
<p>O título desse post foi retirado de um dos livros escritos pelo historiador <strong>Eduardo Bueno</strong>, adquirido em 2000, por ocasião dos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. Dez anos se passaram e cá estamos. Outro 22 de abril. Sem náufragos, mas sobrando degredados  dos mais variados tipos, e traficantes – de drogas à propinas.  Os relatos mostram  o nosso  ¨DNA¨ definindo-se.</p>
<p>Este livro aborda especialmente as primeiras décadas do gigante tropical, relatando às diversas expedições ibéricas à costa brasileira e sul-americana. O Tratado de Tordesilhas então em vigor estimulava  a competição entre Portugal e Espanha para conhecer e se estabelecer nas terras recém descobertas. As expedições bem sucedidas nas explorações também traficavam o pau-brasil,  e daí um dos nomes do título. As mais infelizes resultavam em naufrágios. E os mais desgraçados marinheiros eram abandonados em meio aos índios, como castigo por alguma falta grave.</p>
<p>Uma das histórias relatadas é particularmente interessante, por passar-se numa região conhecida, aqui perto. Quem trafega pela BR 101, no Morro dos Cavalos, em Palhoça, na altura da Enseada de Brito, avista um restaurante (com uma bela vista, por sinal) chamado <strong>Porto</strong> <strong>Solis</strong>.  O nome não deve ser por acaso.</p>
<p>Em 1516, uma das expedições espanholas que exploravam a costa, no intuito de alcançar a passagem para o oceano Pacífico,  aportou justamente na ponta sul da Ilha de Santa Catarina. Comandada pelo português naturalizado castelhano, <strong>João Dias de Solis</strong>,  permaneceram ali antes de zarpar para sua derradeira viagem rumo ao Rio da Prata. Lá,  Solis encontraria seu fim, num massacre dos índios que habitavam a foz do rio Uruguai. Os sobreviventes da expedição retornariam ao Brasil, não tendo muito melhor sorte.</p>
<p>Uma das caravelas  teve problemas ao passar pelo litoral brasileiro e, buscando um porto seguro, entrou novamente na baía sul da Ilha de Santa Catarina. Afundou em frente à praia conhecida nos dias de hoje como <strong>Naufragados</strong>. Os sobreviventes – algo em torno de 11 a 18 pessoas, não se sabe ao certo – viveram por 15 anos entre os índios carijós. E auxiliaram as expedições seguintes  rumo ao  Prata e na colonização do Sul do Brasil.</p>
<p>Uma das conseqüências imediatas após essa expedição de Solis foi a determinação do rei português de colonizar as terras tupiniquins, temendo que os homens naufragados começassem tal processo para a coroa espanhola na região.</p>
<p>Como se vê, há sempre uma história por trás dos nomes que vemos por aí. E escapamos de falar castelhano, talvez, por conta de eventos como o transcrito acima. Com passagens trágicas ou obscuras,  e gostando-se ou não,  é a nossa história. Em tempo: se fôssemos atualizar o título para os personagens do Brasil contemporâneo, como seria?</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Para saber mais:</span> Náufragos, Traficantes e Degredados;  Coleção Terra Brasilis, Eduardo Bueno, Editora Objetiva.</p>
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		<title>Livro: Uma Breve História do Mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dubiella</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Revendo alguns trechos do livro Uma Breve História do Mundo, registrei alguns pontos bastante peculiares. Sintetizar em trezentas e tantas páginas os fatos e eventos ocorridos ao longo de toda a história poderia parecer uma tarefa hercúlea, e com leitura cansativa. Mas o livro discorre com fluidez esses momentos mais marcantes, captados em todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Revendo alguns trechos do livro <strong>Uma Breve História do Mundo</strong>, registrei alguns pontos bastante peculiares. Sintetizar em trezentas e tantas páginas os fatos e eventos ocorridos ao longo de toda a história poderia parecer uma tarefa hercúlea, e com leitura cansativa. Mas o livro discorre com fluidez esses momentos mais marcantes, captados em todos os cantos ocupados pelo homem.</p>
<p>No meio de tanta informação, algumas curiosidades acabaram chamando mais a atenção. É especialmente engraçado as citações sobre questões religiosas. Na parte que trata sobre a <strong>Reforma Protestante</strong>, por exemplo. Antes de apresentar o fato em si, há uma explicação curiosa do autor, sobre como a vida espiritual das pessoas vinha sendo ¨administrada¨:</p>
<p>¨Quando a imponente igreja de Speyer, na <strong>Alemanha</strong>, estava sendo reconstruída em 1451, pelo menos 50 sacerdotes sentavam-se tranqüilamente e, após ouvirem as confissões, davam seu perdão aos peregrinos que doassem dinheiro¨. E mais adiante: ¨o papa permitiu que vendessem <strong>indulgências</strong> pelo bem das pessoas já mortas&#8230;.os ricos podiam <strong>comprar o perdão</strong> dos pecados cometidos por parentes falecidos&#8230;Aos pobres, por serem pobres, era praticamente negada tal concessão¨. As coisas não mudaram muito nos últimos 500 anos, não é mesmo?</p>
<p>A sucessão de eventos importantes ocorridos naquela época, dentre os quais a Reforma, praticamente moldou politicamente o mundo como o conhecemos hoje. Os descobrimentos marítimos, a imprensa, o comércio&#8230;As viagens iniciais realizadas por <strong>espanhóis</strong> e <strong>portugueses</strong>, que permitiram unir o Velho e o Novo mundo, o Ocidente e o Oriente, não tiveram paralelo nos séculos seguintes, na <strong>visão do autor</strong>. Para superá-los, somente um fato novo, como terráqueos colonizando outros planetas, ou sermos ¨descobertos¨ e colonizados por ET´s. Exagero na comparação? Talvez seja muita brasa para a sardinha dos portugueses esse comentário&#8230;</p>
<p>Muita fome. Eis uma constatação triste dos tempos remotos e infelizmente ainda uma assombração contemporânea. Em todos os cantos, seja na Europa, seja na China ou na África, as populações dependiam muito do sucesso de cada colheita. A aveia, um grão muito difundido, era dada aos <strong>cavalos</strong>. Praticamente era o equivalente ao <strong>diesel </strong>de hoje, pois da força animal dependia o trabalho e o transporte. E a mesma aveia também era a comida dos mais pobres.</p>
<p>E o <strong>Brasil </strong>varonil? Onde foi colocado nessa vasta e longínqua história da humanidade? Além de citado como escala nas viagens dos portugueses para o Oriente, e do <strong>pau-brasil</strong> que tingiu de vermelho os nobres e burgueses europeus, restou uma constatação pouco nobre: foi o último país a abolir a <strong>escravidão</strong>. Até em Cuba ocorreu antes. Se bem que, em matéria de liberdade, os cubanos não se deram muito bem. Algumas décadas depois, com os <strong>Castros</strong>&#8230;Enfim,  é a roda da história, colocando hora uns por cima, hora outros por baixo.</p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption alignleft" style="width: 289px"><img class="size-full wp-image-264" title="livro" src="http://www.dubiella.com.br/wp-content/uploads/2009/08/livro.jpg" alt="Bestseller Internacional" width="279" height="400" /><p class="wp-caption-text">Bestseller Internacional</p></div>
<p><strong>Para saber mais:</strong> Uma Breve História do Mundo; Geoffrey Blainey, Editora Fundamento.</p>
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		<title>Mais um pouco de História&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:50:08 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brusque]]></category>
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		<description><![CDATA[A Origem do nome de Brusque No início da colonização, nossa cidade chamava-se Colônia Itajahy e Príncipe Dom Pedro. Com a emancipação política, passou a ser identificada como São Luiz Gonzaga, em 1881. Já o nome atual &#8211; que foi adotado em 17 de janeiro de 1890 &#8211; é uma homenagem ao presidente da Província [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>A Origem do nome de Brusque</h2>
<p>No início da colonização, nossa cidade chamava-se Colônia Itajahy e Príncipe Dom Pedro. Com a emancipação política, passou a ser identificada como São Luiz Gonzaga, em 1881. Já o nome atual &#8211; que foi adotado em 17 de janeiro de 1890 &#8211; é uma homenagem ao presidente da Província de Santa Catarina, Francisco Carlos de Araújo Brusque.</p>
<p>Foi durante o seu mandato que se estabeleceram vários núcleos de colonização, sendo um deles a atual cidade de Brusque, fundada em 1860. Indo além nessa trajetória, o nome Brusque nos leva à Itália, depois Portugal e a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil, chegando finalmente ao Rio Grande Do Sul e à Santa Catarina.</p>
<p><strong>Bruschi</strong>. Com essa grafia, em italiano, começamos a decifrar as origens do nome da nossa cidade. Nicolau Bruschi era de Florença, Itália, e se estabeleceu em Portugal em 1762. Mantendo importantes relações com a côrte portuguesa, formou uma família, casando-se com Anna Joaquina Vieira de Aguiar e Almada, pertencente à alta nobreza.</p>
<p>Ele ocupava cargos de confiança no Estado Português e permaneceu em Lisboa após a Família Real e outros milhares da côrte portuguesa partirem para o Brasil, em 1808, devido à invasão de Portugal pelo exército francês. No entanto, seus filhos João e Francisco Vicente, ambos militares, se juntaram ao contigente português que se estabeleceu no Rio de Janeiro naquela ocasião.</p>
<p>Francisco Vicente Bruschi, mesmo após o retorno da Família Real Portuguesa à Europa, ficou no Rio de Janeiro trabalhando como tenente, e foi incorporado aos Reais Exércitos do Vice-Reino do Brasil. Vindo à então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, Francisco Vicente casou-se com Delphina de Araújo Ribeiro.</p>
<p>Prosseguiu na carreira militar, ocupando importantes funções no período inicial do Império, logo após a Independência do Brasil. Do seu matrimônio nasce então <strong>Francisco Carlos de Araújo Brusque</strong>, em Porto Alegre, no ano de 1822. Alguns poucos anos depois, Francisco Vicente vêm a falecer (1829) e o sobrenome da família nessa época passa a ser grafado com a forma abrasileirada Brusque, tal como conhecemos hoje.</p>
<p>Francisco Carlos de Araújo Brusque estudou na Academia de Direito, em São Paulo, graduando-se bacharel em 1845. Regressando ao Rio Grande do Sul, foi eleito deputado à Assembléia Provincial em 1849, 1854 e 1856. Sendo nomeado Presidente da Província de Santa Catarina pelo governo Imperial em 1859, permitiu a instalação das colônias de imigrantes alemães no Vale do Itajaí-Mirim.</p>
<p>Já em 1861, Francisco Carlos foi designado a ocupar a Presidência da Província do Pará. Retirou-se da vida política em 1875, tendo até então trabalhado também nos Ministérios da Marinha e da Guerra. Faleceu na cidade gaúcha de Pelotas, em 23 de setembro de 1886.</p>
<p><em>Fonte: Álbum do 1° Centenário de Brusque – Edição da Sociedade Amigos de Brusque.</em></p>
<p><strong><em>Nota:</em></strong><em> Pois então,  aos amantes de CTG ou não: </em><strong><em>Brusque era gaúcho.</em></strong><em>De Poá à Pelotas, passou por aqui e abriu as porteiras aos alemães, italianos, polacos&#8230;Passadas algumas décadas,  mais conterrâneos do Araújo vieram. E paranaenses, baianos, brasileiros de vários cantos  enfim,  têm chegado na antiga São Luiz Gonzaga.   Hoje em dia, temos até brusquenses em Brusque! Mas isso já faz parte de uma outra história.</em></p>
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		<title>Livro: Uma Breve História do Século XX</title>
		<link>http://www.dubiella.com.br/atualidade/livros-uma-breve-historia-do-seculo-xx/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 01:00:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Terminei há poucos dias de ler o livro do título acima. Sempre gostei de História, embora alguns considerem anormal isso. Enfim, cada um com suas preferências. O livro apresenta um relato breve sobre os principais acontecimentos ocorridos durante o século passado e que moldaram a vida como nós a compreendemos atualmente. As grandes guerras, os múltiplos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terminei há poucos dias de ler o livro do título acima. Sempre gostei de História, embora alguns considerem anormal isso. Enfim, cada um com suas preferências. O livro apresenta um relato breve sobre os principais acontecimentos ocorridos durante o século passado e que moldaram a vida como nós a compreendemos atualmente. As grandes guerras, os múltiplos avanços tecnológicos, quais nações se elevaram, quais diminuíram sua influência. Numa espécie de leitura dinâmica, absorve-se informações de variados temas e também acaba-se tendo a noção exata do papel do Brasil no contexto relatado: praticamente nulo.</p>
<p>O autor, australiano, não puxa brasa para nenhuma sardinha, diga-se de passagem. Mas algumas das raras situações do livro em que o Brasil se faz citado geralmente são deprimentes. A Argentina, por exemplo, foi melhor apresentada, nas citações esporádicas em que o escritor voltou-se para a América do Sul. Me apropriando dos relatos expostos no livro, seguem algumas dessas ¨verdades¨ nuas e cruas:</p>
<p>¨No início do século 20, o Brasil era considerado um gigante adormecido que um dia poderia despertar&#8230;Possuía as maiores áreas do mundo com seringueiras – uma commodity vital às vésperas da era dos automóveis, e também o principal fornecedor de diamantes, até o surgimento do garimpo Kimberley, na África do Sul&#8230;Era rico em recursos, <strong>mas geralmente incapaz</strong> <strong>de explorá-los</strong>”.</p>
<p>¨Seu principal rival era a Argentina, um país de prosperidade. A maioria dos viajantes que aportava no Rio de Janeiro e depois seguia para Buenos Aires <strong>costumava preferir a capital argentina em todos os aspectos</strong>, com exceção da paisagem¨.</p>
<p>E sobre a participação das nações latino-americanas na criação da ONU: ¨Uma reclamação que ecoava por toda parte era a de que as nações da América Latina, <strong>que nada haviam feito para vencer a guerra</strong>, agora possuíam uma soma considerável de votos.¨</p>
<p>Eis o ponto de vista sobre a nossa relevante participação junto aos Aliados: para os mais ufanistas, os 25 mil pracinhas enviados para o front italiano merecem todas as honras nacionais. Porém, pelo comentário ácido do autor, nota-se o desprezo sob o ponto de vista estrangeiro de tal fato.</p>
<p>Que o Brasil evoluiu no desenrolar das últimas décadas, todos nós sabemos que sim. Basta conversar com os mais ¨antigos¨ e  sempre se extrai alguma comparação das dificildades de tempos passados em relação à atualidade. Agora, se melhorou como teríamos potencial para fazê-lo, daí já é outra história.</p>
<p>Excetuando-se a participação em guerras (uma universal estupidez), continuamos a ser grandes exportadores de commodities, a arrancar da terra e enviar para outros cantos do planeta o que a natureza oferece, e só. São poucas as exceções para confrontar com esse fato. Para onde se olha, sabemos que tudo poderia ser bem melhor, não fosse a cultura atrasada reinante.</p>
<p>Quem sabe, com uma nova classe de homens públicos e mais educação, em algumas gerações possamos chegar à um novo patamar, entre os países que de fato sejam evoluídos. Daí alguém poderá descrever sobre o tal país gigante, que despertou e possibilitou ao seu povo citações mais honrosas na  história.</p>
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